Apesar da adesão zero dos servidores da Saúde à greve, o sindicato não desistiu. Ontem, os líderes se reuniram durante todo o dia para estudar que medidas serão tomadas a partir de hoje. Novas tentativas de paralisação não estão descartadas. Para ter chance de obter algum sucesso, os sindicalistas terão que, no mínimo, rever sua estratégia. Para se ter uma idéia do desencontro entre sindicato e categoria representada, na tarde de terça-feira, o presidente do sindicato, José Nhozinho Sales Ramos, o Paraná, garantiu que as UBSs não atenderiam ao público ontem e que, na terça, o atendimento havia se dado apenas por consideração aos pacientes. Chegou a recomendar que a população sequer procurasse atendimento. Errou feio.
Mas ele disse que vai continuar insistindo nos 11% de reajuste, contra os 4% oferecidos pela prefeitura. Embora não tenha antecipado os próximos passos a serem tomados, “Paraná” não descartou a abordagem em outras unidades da Saúde e outras secretarias. Segundo ele, o que a maioria decidisse seria colocado em ação.
Outro assunto em pauta seria uma possível denúncia contra a prefeitura de Franca, que estaria pressionando os funcionários para que não aderissem à greve. “Há mostras de coação e ameaças e o setor jurídico do sindicato está estudando que medidas tomará”.
O secretário de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto, rebateu as afirmações de “Paraná”: “Se estamos fazendo ameaças e pressionando funcionários, isso caracteriza assédio moral. Ele, como presidente do sindicato dos servidores, se tem essa convicção, deveria ter denunciado uma coisa séria como essa”. (MJ)
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