A morte do caseiro Manuel Ferreira da Silva, 50, ocorrida durante suposta ocorrência de roubo, segunda-feira à noite, em Itirapuã, continua marcada pelo mistério. Em razão do grau de violência empregado, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca entrou no caso para auxiliar na elucidação do crime. Até o momento, nenhum suspeito foi detido. Apesar de trabalhar com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), a polícia não descarta outras possibilidades, como a de um assassinato premeditado. Até mesmo a mulher do caseiro será investigada.
O crime ocorreu por volta de 21 horas no interior do Sítio Carvalho, localizado a oito quilômetros de Itirapuã. A dona de casa, MAMF, que morava há quatro meses com a vítima, disse à polícia que três homens armados chegaram atirando na propriedade e arrombaram a porta da cozinha. Com medo, ela teria se trancado no banheiro, de onde ouviu o marido gritando com os bandidos. Em determinado momento, escutou disparos. Antes de ir embora, os assaltantes também teriam arrombado a porta do banheiro, onde estava, para exigir armas e dinheiro. Fugiram levando apenas uma espingarda calibre 28 e nada fizeram contra ela.
Baleado no rosto, Manuel Ferreira morreu no local. Cortes encontrados em seu braço e pescoço chamaram a atenção dos policiais. Cinco investigadores da DIG estiveram no local do crime atrás de pistas ontem. “Havia marcas de sangue por toda a casa. O caso, realmente, é muito estranho e não podemos afirmar o que aconteceu”, comentou o experiente investigador Wellington Amato.
Como não havia qualquer objeto de valor na casa em que ocorreu o crime e a versão apresentada pela única testemunha foi considerada “estranha” pela polícia, outras hipóteses que não a de latrocínio passaram a ser cogitadas.
Na tarde de ontem, a mulher da vítima esteve na delegacia para prestar depoimento. Os policiais aproveitaram a oportunidade e a submeteram ao exame residuográfico (que verifica se há vestígios de pólvora nas mãos, o que poderia comprovar ter feito disparo com arma de fogo). O resultado ainda não ficou pronto. “O caso é intrigante e não descartamos nenhuma possibilidade. A mulher também é suspeita, embora não tenhamos indícios fortes contra ela”, afirmou o delegado Manir Martos Salomão.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.