Depois da denúncia dos pais, o destino de TMS está nas mãos da Justiça. Inicialmente, ela foi encaminhada para a casa de uma família de apoio, mais um capítulo na incomum trajetória dessa jovem. TMS perdeu o pai biológico quando ainda bebê. Abandonada pela mãe biológica, adotada por uma família, cuja mãe adotiva morreu, passou a ser castigada pelo pai adotivo. Aos quatro anos, foi adotada pelo pedreiro DBS e sua mulher e, agora, se vê nessa situação.
Seu caso agora será analisado pelo MP para saber o que será feito. Nessa situação, há, pelo menos, uma concordância. Se o pedreiro DBS diz que não quer mais TMS em sua casa, a menina, por sua vez, não quer voltar para lá, segundo a família que a acolheu. Como a adoção é irrevogável, ou seja, os pais adotivos não podem simplesmente abrir mão da filha, caberá à Justiça o desfecho dessa história.
O promotor da Infância e Juventude, Augusto Soares de Arruda Neto, disse que não pode falar do caso especificamente, pois corre em segredo de Justiça, mas explicou o procedimento-padrão do MP em situações semelhantes. “Assistentes sociais e psicólogas estudarão medidas para a garota. Se houver indicação de problemas psiquiátricos, vamos submetê-la a uma avaliação médica”.
O promotor ressaltou a importância da avaliação médica da adolescente, que, por ser menor, é inimputável perante a Justiça. “Tudo vai depender de como a família se comportava. Uma situação como esta pode ser conseqüência de todo um contexto”, disse. Sobre a acusação de maus-tratos, o promotor disse que, se for constatada, é crime e será investigado. “Vamos ver o que aconteceu e procurar um lugar para encaminhá-la. Será estudado se ela retorna para a família de origem ou se vai para uma outra família”.
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