Barbeiro é obrigado a se defender sozinho


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O barbeiro Arlindo Raiz mostra o cano de PVC a que teve de recorrer a fim de expulsar o invasor de seu salão última terça-feira.
O barbeiro Arlindo Raiz mostra o cano de PVC a que teve de recorrer a fim de expulsar o invasor de seu salão última terça-feira.
A solicitação da diminuição de policiais, feita pelo vereador Maurício Chinaglia (PSB), já causou conseqüências para pelo menos um dos comerciantes da região da Estação. O barbeiro Arlindo Raiz teve seu estabelecimento invadido por um jovem, não conseguiu auxílio da polícia e teve de resolver o problema sozinho. Na terça-feira da semana passada, Arlindo estava trabalhando quando recebeu uma visita inoportuna. “Um indivíduo entrou no meu salão, se apoderou de uma tesoura e começou a ameaçar os clientes, entre eles uma senhora e uma criança”. O barbeiro buscou acalmar o rapaz durante cerca de uma hora tentando convencê-lo a ir embora. Mas, somente quando se armou com um cano de PVC, o intruso se desfez da tesoura que empunhava e saiu correndo. Arlindo contou que, durante a permanência do indivíduo em seu estabelecimento, uma pessoa teria se dirigido à Praça Sabino Loureiro, distante cerca de 100 metros da barbearia, encontrado um policial e solicitado sua intercessão. O PM teria se recusado a prestar socorro. “Ele falou que nós havíamos pedido para não fiscalizar a região e que ele não viria”, disse Arlindo. A 5ª Companhia da Polícia Militar, responsável pelo policiamento na região da estação, informou que não havia policiamento ostensivo a pé na Praça Sabino Loureiro na terça-feira. Em razão da falta de informações sobre o policial que teria recebido a queixa, seria difícil realizar procedimentos de investigação sobre a suposta omissão.

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