O consultor João Furlan foi contratado em agosto do ano passado para comandar o processo de liquidação do Dinfra. Para isso, combinou salários de R$ 9 mil mensais, adicionados de hotel, carro, combustível e alimentação. Furlan não precisou passar em concurso público ou concorrer em um processo licitatório para ser empregado, pois o Dinfra é uma uma empresa de economia mista, mas vale lembrar que 99% das ações pertencem à prefeitura.
Sua chegada a Franca foi cercada de polêmica. Primeiro, pelos altos rendimentos; depois, por sua ligação com a Exacta, empresa que realizou auditoria das contas do Dinfra e que teria ligações pessoais e profissionais com Furlan e, finalmente, por ser contratada uma pessoa de Campinas, em detrimento dos profissionais da cidade.
Em novembro, o vereador Gilson Pelizaro (PT) solicitou investigação do Ministério Público acusando Furlan de ter contratado irregularmente empresas para prestar serviços de avaliação de patrimônio do Dinfra. A primeira, Akkar Engenharia, tinha apenas dois meses de vida e não possuía comprovação de capacidade técnica; a segunda, Qualiterra, tinha a Exacta como cliente, o que poderia levar a uma triangulação ilegal. As empresas receberam, respectivamente, R$ 15,4 mil e R$ 11,4 mil.
O também vereador Marcelo Valim (PSDB) entrou no caso e, no dia último dia 7, exigiu do prefeito Sidnei Rocha a imediata demissão de Furlan. No dia seguinte, Rocha anunciou a demissão.
Agora, Furlan é investigado pelo MP, Câmara de Vereadores e até pelo seu substituto à frente do Dinfra, o secretário de Finanças, Sebastião Ananias. Todos querem responsabilizá-lo por suas ações no comando do Dinfra e, claro, a devolução do dinheiro pago indevidamente à Akkar.
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