Furlan tenta ‘devolver’ dinheiro do Dinfra


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Após ser acusado de improbidade administrativa pelo Ministério Público, o liquidante demissionário do Dinfra, João Furlan, luta para restituir R$ 15,4 mil aos cofres públicos
Após ser acusado de improbidade administrativa pelo Ministério Público, o liquidante demissionário do Dinfra, João Furlan, luta para restituir R$ 15,4 mil aos cofres públicos
O liquidante demissionário do Dinfra (Distritos Industriais de Franca), João Carlos Furlan de Oliveira, disse ontem que está empenhado em devolver os R$ 15,4 mil pagos à empresa Akkar Engenharia no ano passado por serviços prestados ao Dinfra. A atitude de Furlan servirá como uma atenuante no processo de improbidade administrativa movido pelo Ministério Público Estadual contra ele. A Akkar foi contratada por Furlan em 15 de agosto de 2005 para avaliar a situação dos 720 lotes do Dinfra no Distrito Industrial “Antônio Della Torre”. Recebeu pelo serviço R$ 15,4 mil. Mas, de acordo com o MP, a contratação se deu de forma irregular, pois a empresa não tinha registro no Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura). O MP resolveu, então, instaurar inquérito contra Furlan por improbidade administrativa. Receoso ao saber que ele próprio poderia ter de devolver o dinheiro de seu bolso, Furlan assumiu que cometeu um erro ao contratar a Akkar. Ele teria checado o Crea apenas do engenheiro-responsável da empresa, o que seria insuficiente para o MP. “O Dinfra já comunicou a Akkar. Se ela não comprovar que tinha o Crea, ou pelo menos o protocolo, na época da contratação, nós vamos solicitar a devolução do dinheiro corrigido. O proprietário da empresa disse desconhecer esta exigência, mas concordou”, disse Furlan, que negou ter agido de má-fé. “Sou humano, posso falhar, mas acho que a honestidade é tudo”. As boas intenções de Furlan, perante a lei, não bastam. O promotor Paulo César Corrêa Borges, ao saber do suposto empenho de Furlan em reembolsar os cofres públicos, disse que isso pode ajudar, mas não extingue o problema. “A devolução é um dos objetos da ação. Se isso acontecer espontaneamente, passa a ser uma atenuante, mas a responsabilidade continua sendo discutida”. João Furlan se despedirá do Dinfra na quinta-feira, quando, em assembléia dos acionistas, prestará contas de sua gestão em 2006.

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