O combate à dengue pode parar na Justiça em São Joaquim da Barra. Na cidade, de cada dez casas visitadas, quatro não permitem a entrada dos agentes de saúde que verificam a existência de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Como o número de casos não pára de crescer, - pulou de 55 para 57 em uma semana - a Secretaria de Saúde estuda pedir ajuda do Ministério Público para forçar os moradores a receberem os agentes.
De acordo com o assessor de imprensa da prefeitura, Claudinei Bagatini, a desculpa apresentada pelos proprietários dos imóveis é de que o quintal está limpo e não há necessidade de que seja vistoriado. Para resolver o problema, a Vigilância Sanitária faz um trabalho de alerta encaminhando para toda a população, via conta de água, um comunicado pedindo colaboração de todos para combater o mosquito transmissor da dengue. “Se o problema continuar, o próximo passo será acionar o Ministério Público para conseguir autorização para entrar nesses imóveis”.
Em São Joaquim, o trabalho de combate é feito por 50 agentes, que percorrem toda a cidade diariamente promovendo o trabalho preventivo. O município já registra 57 casos positivos e outros 90 suspeitos.
PROBLEMA COMUM
O aumento no número de casos de dengue é um problema generalizado em toda a região, assim como a resistência da população em receber os agentes de saúde. Ribeirão Preto enfrenta uma epidemia e, ainda assim, muitos moradores insistem em não colaborar. Para reverter a situação, a prefeitura pretende usar de força policial para entrar nas casas que permanecem fechadas. O diretor da Vigilância e Saúde, Clésio Souza Soares, disse que a partir de amanhã, amparados pela Justiça, eles entrarão nos imóveis que continuam de portas fechadas diante do alerta geral. A Prefeitura de Ribeirão Preto também aplicará multa diária de R$ 1 mil para quem continuar resistente.
A falta de colaboração de alguns moradores também é apontada como um dos fatores contribuintes para o aumento do número de casos de dengue em Franca, que, em 13 dias, passou de 18 para 29. “Precisamos visitar os mesmos locais sempre que é constatado um novo caso de dengue, o que irrita os moradores. Mas precisamos da colaboração de todos”, disse o chefe da Vigilância Epidemiológia, Fernando Baldochi.
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