É triste a constatação de que há um número alto de crianças em Franca que não têm onde ficar, e nem mesmo o que fazer enquanto os pais vão trabalhar.
A maioria fica nas ruas, à mercê de má influência. Quando prefeitos e governos tomarão medidas claras e objetivas? Em ano eleitoral as promessas são inúmeras, mas depois esquecem.
Os órgãos oficiais devem, o quanto antes, tomar providências emergenciais de assistência à criança e ao adolescente em larga escala.
A curto prazo, as instituições que dispõem de um bom espaço físico poderiam ampliar o atendimento com o objetivo de atender as crianças cujos pais trabalham.
O Estatuto é claro e diz que todas as crianças têm direito à creche, mas a realidade é bem diferente.
Mas sabe-se que os encargos sociais são um problema sério e as instituições não têm condições de arcar.
Uma boa saída seria o governo abrir mão desses encargos, ou ficar a caráter do mesmo, ou seja, seria uma parceria. Todos ganhariam.
A ampliação desse atendimento não vai resolver 100% o problema, mas certamente iria amenizar um pouco a situação.
É indispensável a construção de mais creches e ampliar as escolas para atendimento integral.
Os políticos deveriam levar a seguinte frase mais a sério: ‘É preciso educar as crianças para não punir os homens’
Ana Célia de Freitas
é educadora e atua na área de Educação Infantil
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