Se as roupas que vestem os góticos já causam estranheza, imagine como seria um show onde somente fossem tocadas os estilos musicais trash metal, death metal, power metal, black, ou mesmo o gotic metal melódico ou não. Estes estilos são os preferidos dos amantes da noite e durante seus encontros só se fala em bandas como Tristania, Within Temptation, Épica, Blind Guardian, por exemplo.
Os ritmos vão do progressivo ao melódico, passando pelos metais pesados e baterias carregadíssimas. Muitas bandas fazem, em suas letras, menções a suicídio, morte e coisas do tipo. Mas existem outras que usam a música para mostrar suas poesias sobre o amor. As variações sonoras também passam pelo estilo medieval, com vocais afinados em capela. Muitas bandas consideradas góticas usam trechos bíblicos em latim para fazer parte de suas composições. O livro de Apocalipse é o mais procurado. Nas canções, um pouco de dor, um drama de consciência e o anúncio da ira divina embalam festas góticas pela cidade. Os góticos garantem: são o melhor som.
A mãe de Luciene que o diga. Aos cinco anos, quando descobriu que o sertanejo não fazia sua cabeça, ouviu na casa ao fundo da sua, na vitrola de seu vizinho, um bolachão (disco do tipo LP) do Twisted Sister. Não quis mais parar. “A partir daí, eu já sabia que o meu negócio era rock. Depois disso, fui conhecendo outras bandas e partindo para o lado ‘mais obscuro’ do rock e hoje não troco meus CDs por nenhum de sertanejo”, disse.
Sua mãe, hoje, não teme mais que ela seja “possuída pelo demo” por ouvir estas músicas. “Ela não gostava dos meus discos por causa das capas. Tinha as do Iron Maiden, em que todas o Eddie (esqueleto mascote da banda) aparecia. Minha mãe achava aquilo um horror. Mas ela superou isso”.
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