Expoagro inspira criação de grupo anti-álcool


| Tempo de leitura: 2 min
Roberto Rocha: objetivo é claro e as punições, severas
Roberto Rocha: objetivo é claro e as punições, severas
Às vésperas do maior evento para o público jovem na região, a Expoagro, está prevista a criação de um grupo de voluntários para combater o consumo de álcool entre menores de 18 anos em Franca. A nomeação dos participantes deve ser feita nos próximos dias pelo juiz da Infância e Juventude de Franca, José Rodrigues Arimatéia, a partir de uma lista de nomes que será apresentada na próxima quinta-feira pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente da cidade. Segundo o presidente do Conselho, Roberto Nunes Rocha, os shows da festa de exposições agropecuárias atraem todos os anos milhares de jovens para um ambiente em que o consumo de bebidas e drogas torna-se fácil. “Os voluntários vão atuar com o apoio das Polícias Civil e Militar. Quem for flagrado facilitando esse comportamento será autuado e responsabilizado civil e criminalmente”, avisou Rocha. Para ele a preocupação maior passou dos adolescentes para crianças menores de 12 anos. “Este ano já tivemos uma denúncia envolvendo um menino de 11 anos. Não podemos deixar esse número aumentar”, disse. No último trimestre de 2005, o Conselho Tutelar encaminhou 18 jovens para tratamento contra alcoolismo no Caps (Centro de Apoio Psicossocial). No primeiro trimestre deste ano, o número saltou para 54 adolescentes. Embora a reunião tenha data marcada, o início das atividades do grupo ainda está indefinido, mas deve acontecer antes da Expoagro. O Conselho começou a elaborar um calendário dos eventos já programados em Franca e que devem contar com a fiscalização dos voluntários. Eles prometem visitar também bares, restaurantes e principalmente festas “rave”, que chegam a durar dias. Para Maria Ignês Archetti, secretária municipal de Desenvolvimento Humano e Ação Social, é preciso fazer valer o Estatuto da Criança e do Adolescente. “Como tudo no Brasil, só a proibição não basta, tem que haver fiscalização e repressão, mas não podemos esquecer a origem do problema. Precisamos descobrir por que os jovens procuram as drogas como alternativa de diversão.” Segundo Lucas Alexandre Verzola, conselheiro tutelar, “o trabalho terá duas contribuições importantes: haverá pessoas em vários locais para acionar os conselheiros em casos de embriaguez de menores e servirá para conscientizar os donos dos bares a não venderem bebidas para crianças e adolescentes, pois serão punidos.”

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários