O impasse sobre a situação dos ranchos localizados às margens do Rio Sapucaí resiste há cinco anos. Uma série de acordos, desacordos, tratos e descumprimentos integram um enredo protagonizado de um lado pelo promotor de Justiça de Batatais, curador do meio ambiente, Hilton Maurício de Araújo Filho, e de outro os 29 rancheiros.
As construções em alvenaria estão dentro do limite da faixa de proteção que é de 50 metros da margem do rio.
O local, conhecido como “Timboré”, é um dos pontos de pesca mais conhecidos da região e os proprietários dos ranchos, alguns edificados há mais de 70 anos, não dispostos a deixar o lugar, filiaram-se à Associação dos Rancheiros de Ribeirão Preto e Região, entidade fundada em 2002 para fortalecer a luta contra as ações judiciais que têm por objetivo a demolição de ranchos.
Um termo de ajustamento de conduta assinado pelos rancheiros, que posteriormente disseram-se arrependidos do trato, dava a eles o prazo máximo até 31 de maio do ano passado para demolirem tudo o que existia por lá.
Na época, o advogado representante dos rancheiros entrou com uma ação e um pedido de liminar, requerendo a anulação do acordo feito com o Ministério Público e isentando os donos das punições previstas. Não resolveu e a história ainda está longe do fim.
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