A Igreja Católica Apostólica Romana inicia hoje, Sexta-Feira Santa ou Sexta-Feira da Paixão, o mais importante fim de semana do calendário religioso. Com ápice no Domingo de Páscoa, durante esse período os fiéis relembram a Paixão e Ressurreição de Cristo. Nesta época, a tradição religiosa católica ganha as ruas da cidade com celebrações, procissões e encenações que remetem às últimas horas da vida de Cristo.
Em Franca, a chamada via-sacra acontece em todas as paróquias, mas uma das que atraem maior público é realizada na Paróquia São Judas Tadeu, na Vila Nova. Nela, o grupo Jovens em Cena sai do Colégio “Jesus Maria José” em procissão até a igreja. O evento, aberto ao público, começa a partir das 8 horas. Em Batatais, os atos litúrgicos ocorrem dentro do cemitério e são acompanhados por milhares de fiéis. A Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Pedregulho, também tem para hoje eventos especiais.
Ontem, os católicos celebraram a benção dos santos óleos na Catedral, com a participação de mais de 60 sacerdotes, e à noite, a missa do Lava-pés, em que é relembrada a última ceia e o momento em que Jesus, numa demonstração de humildade, lava os pés dos apóstolos.
Segundo o frei Mauro Luiz de Oliveira, da Paróquia São Judas, a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo são os eventos mais importantes entre todos os cristãos, superando inclusive o Natal, data do nascimento de Jesus. O período é considerado também como de contemplação e de retorno para a Igreja, pois para o sacerdote, as pessoas se identificam com o sofrimento. Na Sexta-Feira Santa não se realizam missas e as imagens ficam todas cobertas. “Não é feriado e sim dia santo, além disso, se alguém comer carne não estará em pecado. Pecado é profanar o sagrado e perder o sentido da religiosidade”.
Para a costureira Consuelo Barcelos Garcia e Silva, católica desde criança, o dia é de suma importância. Por isso, em respeito calvário de Jesus Cristo, ela não realiza nenhum serviço doméstico e jejua de carne e peixe (confira matéria ao lado).
Diferentemente dos católicos, os demais grupos cristãos, como os espíritas e evangélicos, por exemplo, não comemoram essa passagem num dia específico, nem são realizadas festividades ou programações especiais.
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