Polícia descobre indústria de falsos agrotóxicos


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Policiais civis encontraram armas e munições na casa que funcionava como indústria caseira de falsificação de defensivos agrícolas em Miguelópolis: um homem foi preso em flagrante
Policiais civis encontraram armas e munições na casa que funcionava como indústria caseira de falsificação de defensivos agrícolas em Miguelópolis: um homem foi preso em flagrante
A Polícia Civil de Franca descobriu, ontem, uma indústria caseira de falsificação de defensivos agrícolas que funcionava no quintal de uma casa em Miguelópolis. No local, produtos roubados de fazendas e usinas eram “batizados” e revendidos em grande escala como se fossem originais para fazendeiros de toda a região e até mesmo de outros estados. A pirataria de agrotóxicos foi descoberta durante operação-surpresa realizada durante a madrugada. Cerca de 70 policiais civis ocuparam as ruas de Miguelópolis para cumprir 24 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. A finalidade era encontrar drogas, armas e objetos roubados. Ao revistarem uma casa na Avenida Alexandre Jorge, Parque São Miguel, os policiais encontraram tambores de defensivos agrícolas, 380 embalagens plásticas vazias de cinco litros cada, prontas para serem envasadas, diluentes, rótulos de agrotóxicos e tampas para lacrar. “Geralmente, os criminosos roubam os produtos em propriedades rurais e, a partir de uma pequena quantidade, misturam com outras substâncias, fabricam um montante muito maior e revendem ao preço da mercadoria original”, contou o delegado Wanir José da Silveira Júnior. Os rótulos encontrados na indústria pirata eram do fungicida “Ópera”, usado para matar fungos em plantações de cana, café, soja e milho. Cada litro do produto custa, em média, R$ 180. Na mesma residência em que funcionava a indústria pirata, os policiais apreenderam três veículos de origem duvidosa, duas espingardas e uma pistola. Dono da casa, o guia turístico RFS, 27, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma.

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