Arrependido, ladrão devolve dinheiro a vítima de furto

Em janeiro, os comerciantes Neyangelo Pronestino Ramos e sua mulher, Simone Souza Ramos, donos de uma padaria na Avenida Dom Pedro, foram vítimas de um furto.

14/04/2006 | Tempo de leitura: 2 min

O comerciante Neyangelo Ramos e a mulher, Simone, ficaram surpresos com visita recebida durante a semana: homem que furtou padaria do casal mandou devolver o dinheiro roubado
O comerciante Neyangelo Ramos e a mulher, Simone, ficaram surpresos com visita recebida durante a semana: homem que furtou padaria do casal mandou devolver o dinheiro roubado
Em janeiro, os comerciantes Neyangelo Pronestino Ramos e sua mulher, Simone Souza Ramos, donos de uma padaria na Avenida Dom Pedro, foram vítimas de um furto. A história, que poderia ser apenas mais uma das muitas do tipo registradas todos os dias, ganhou um desfecho inusitado nessa semana. O ladrão, arrependido, mandou ressarcir o casal dos prejuízos causados. O fato inédito começou com uma visita inesperada. Ney, como é conhecido, e sua mulher acordaram cedo na última quarta-feira, como fazem todos os dias, e se dirigiram para a padaria. Faltavam alguns minutos para as 10 horas, quando uma mulher entrou no recinto. Pensavam que fosse apenas mais uma cliente. A desconhecida não pediu pão e muito menos o tradicional cafezinho. “Ela me perguntou se minha padaria havia sido arrombada recentemente. Respondi que sim”. Ney ficou surpreso com a seqüência da conversa. A mulher disse que era irmã do criminoso que havia furtado o estabelecimento e que estava ali para reparar o prejuízo causado a pedido do próprio irmão. O rapaz, preso no dia seguinte ao furto, continua encarcerado e pretendia restituir o comerciante com o dinheiro obtido com o acerto feito após dispensa de uma fábrica onde havia trabalhado. “Ela perguntou qual o valor do prejuízo. Como os produtos furtados foram recuperados, eu contei que apenas havia gastado R$ 200 para consertar a porta”. A irmã do acusado ainda confirmou se o valor era só aquele mesmo. Ao receber a resposta afirmativa, entregou ao comerciante quatro notas de R$ 50 e pediu um recibo. Foi embora sem se identificar. “Fiquei muito surpreso, quase não acreditei. Como estamos na Semana Santa, acho que as pessoas ficam mais comovidas e procuram fazer o bem. O dinheiro veio em boa hora, pois estamos precisando”. Para a polícia, o gesto da mulher pode estar muito mais ligado a uma estratégia de defesa do que propriamente ao espírito da Páscoa: o Código Penal prevê que a reparação do dano causado às vítimas é levada em consideração na hora do cálculo da pena. No caso em questão, a restituição pode resultar numa condenação menor ao acusado de furtar a padaria.

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