Se por um lado, grande parte dos vizinhos e comerciantes do Jardim Guanabara vive em pânico, de outro, uma parcela destas pessoas aponta fatores positivos com relação à presença da Cadeia Pública no bairro. Uma delas é a comerciante de lanches e fogazzas Odete Ferreira, 61, que tem um trailler em frente ao presídio.
Odete diz que em dias de grande movimentação, como na quarta-feira, seu trabalho aumenta. “Vendo lanches para familiares de presos que vêm para cá conferir a situação e também aos curiosos, que são muitos em dias de fuga ou rebelião”.
Além de trabalhar perto da unidade, Odete ainda mora há oito anos, na Rua Abrão Jorge, no fundo do presídio. “Não tive problemas com os presos até hoje. Mesmo quando tem fuga, nunca fui importunada”, disse. Mas, apesar da tranquilidade, a comerciante aponta uma boa razão para que as obras do CDP sejam aceleradas. “Aqui tem um problema muito grande com lotação. E isso é sério, porque em uma rebelião os presos podem acabar com tudo que tem aqui por perto”.
O frentista TMR, 18, que trabalha em um posto de combustíveis na Avenida Integração, também se sente seguro no Jardim Guanabara. Para ele, a constante presença da polícia nas ruas próximas ao Cadeião inibe a ação de marginais. Ele disse nunca ter sido assaltado. “Sinto-me seguro em trabalhar neste bairro. Se realmente o presídio se mudar para o City Petrópolis, acho que a criminalidade pode aumentar neste setor, pois o número de policiais vai diminuir”.
Nem as rebeliões e fugas que acontecem no local amedrontam TMR. “Não tenho medo de fugas, pois quando os presos fogem eles vão para longe, não ficam marcando bobeira aqui por perto, onde está cheio de viaturas”. (MJ)
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