Fugas colocam crianças do bairro em perigo


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O gráfico Sílvio de Oliveira, 37, preocupa-se com a situação caótica do Cadeião. Ele faz trabalho voluntário de uma escolinha que atende gratuitamente a crianças carentes do Jardim Guanabara e bairros adjacentes. No momento da fuga, as crianças, que tem entre 8 e 12 anos, jogavam futebol no campo anexo ao presídio. “Eu tenho medo de um preso pular o alambrado e fazer uma ou mais crianças reféns”. Até a própria polícia reconhece o perigo que ronda o lazer dos meninos. “No momento da fuga, o PM mandou que eu fechasse rapidamente os portões”, disse Oliveira, que ressaltou ainda o medo das crianças. “Mesmo com a confiança que têm no treinador, elas ficam apreensivas”. A professora Givanilda Augusta Ferrarezzi, 33, tem uma escola de educação infantil a 50 metros da cadeia. Atualmente, 25 crianças estudam no local. Para ela, quanto antes o CDP for construído, melhor. “Tenho medo pela proximidade. No momento de uma fuga, eles podem pular aqui e nos fazer reféns. Ainda mais crianças, que naturalmente temem a presença de estranhos”. Ferrarezzi disse que só não mudou sua escola de lugar porque o prédio é próprio e não compensaria para ela mudar a escola e ter de pagar aluguel. “É complicado para mim, mas se eu sentir que o CDP não sairá do papel, vou ter de, mais cedo ou mais tarde, sair daqui. Isso é um barril de pólvora” disse a professora que já perdeu novos alunos pela proximidade de sua escola com o presídio.

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