A polícia ainda não conseguiu recapturar todos os presos que fugiram na noite de quarta-feira da cadeia pública do Jardim Guanabara. Até o fechamento desta edição, dos 12 fugitivos, sete continuam foragidos, a maioria presos por roubo e tráfico.
Os detentos pularam o muro da unidade após negligência de dois carcereiros que deixaram a guarita e não mantiveram vigilância. Um motoqueiro avisou os policias após ver pessoas saindo do Guanabara.
Delegacias e postos da Polícia Militar na região foram informados sobre a fuga para ajudar na localização.
Os funcionários, autuados em termo circunstanciado, não foram trabalhar ontem. Um deles entrou em férias que já estavam programadas e o outro só se apresentará na unidade durante o fim de semana.
O delegado e diretor da cadeia, Alan Bazalha Lopes, conversou com os dois e garantiu que não houve facilitação premeditada. “Foi uma falha humana. Como na igreja, aqui temos dogmas e um deles é não deixar a guarita sem um policial. Foi o que aconteceu ontem (quarta-feira)”, tentou explicar.
Bazalha disse que os carcereiros responderão a processo administrativo, mas não foi definida a possível remoção de local de trabalho. “Eles erraram, contudo sem intenção e por isso ainda será analisado onde eles deverão atuar a partir de agora”, explicou o delegado.
Após evitar uma fuga em massa, já que a polícia encontrou dez cadeados de celas abertos, os policiais precisaram levar o carcereiro que devia ter assumido o posto de vigia à Santa Casa passando mal. “Desde agosto do ano passado, quando assumi, tivemos várias tentativas de fuga. Em muitas, os carcereiros evitaram quando os detentos estavam quase fora das celas. O que aconteceu só pode ser uma coisa: falha”, disse Alan.
A cadeia do Guanabara está com quase 500 presos e tem capacidade para 218. O efetivo fixo para vigiar esse batalhão é formado por quatro policiais armados.
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