O dramalhão das abonadas


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A decisão de desobedecer a lei que garante as faltas abonadas aos servidores é só mais um capítulo, escrito pelo prefeito Sidnei Rocha (PSDB), da verdadeira novela em que se transformou a manutenção do benefício. Depois da tramitação de dois projetos no Legislativo francano, de um veto do prefeito à lei aprovada, da derrubada do veto pela Câmara e da promulgação da lei, o decreto de Sidnei dá ares de produção mexicana à história. O dramalhão é repleto de “vaivens”. O prefeito-protagonista já chegou a enviar um projeto à Câmara que, se aprovado, estabeleceria a escolha dos servidores entre o benefício das abonadas e a gratificação por assiduidade, que atualmente também é paga. Mas, mudou de idéia depois da aprovação de outro, assinado pelos vereadores, que regulamentava o direito às abonadas e já tramitava antes da proposta de sua autoria. A primeira reviravolta da história veio com o veto do prefeito à lei aprovada pela Câmara. O ato de Sidnei garantiu o alongamento do enredo, que pareceu entrar em suas últimas cenas somente após a derrubada do veto do prefeito pela Câmara e a promulgação da lei pelo presidente da Casa, Marcelo Mambrini. Mas, quando o final feliz para os servidores parecia estar próximo e os créditos quase subiram na tela, a orientação para o descumprimento da lei pode transformar a novela em filme de tribunal americano.

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