Há quase oito meses foi implantada em Patrocínio Paulista uma cooperativa de vans para transportar os trabalhadores até Franca, os quais reclamavam da superlotação do ônibus intermunicipal. Mas o trabalho da empresa ficou ameaçado após apreensão de um dos veículos pela Guarda Civil francana. A alegação da prefeitura de Franca é de que no município não existe uma lei específica que permita o transporte de pessoas feito por vans. Apenas o transporte de estudantes é permitido.
O presidente da cooperativa de transporte alternativo, Valdete de Jesus, afirma que a Justiça patrocinense concedeu uma liminar permitindo que passageiros sejam transportados normalmente entre os dois municípios, incluindo o trânsito na Rodovia Cândido Portinari. Apesar da permissão judicial, os carros são barrados dentro de Franca.
Revoltados com a situação, o proprietário da cooperativa e seis vereadores da cidade vizinha procuraram o apoio da Câmara de Franca na sessão da terça-feira. O assunto ganhou força e ontem o grupo se encontrou com o secretário de Governo de Franca, Odair Tristão, na expectativa de continuar trabalhando normalmente. “O problema é que a lei praticada em Patrocínio não se aplica em Franca”, disse Tristão.
O vereador José Cláudio Figueiredo (PT), que também participou do encontro, afirma que a Câmara elaborará uma proposta e encaminhará para apreciação da prefeitura de Franca. “Uma das idéias é estipular os pontos em que as vans poderão pegar os passageiros, desde que sejam de Patrocínio. E os pontos não poderão ser da empresa São José”, explicou ele.
O proprietário da cooperativa, que cobra R$ 1,80 por passageiro, acredita que o transporte voltará ao normal dentro de poucos dias. Jesus ainda tentará reaver o veículo apreendido para recompor a frota da cooperativa.
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