Mais de 200 estão na fila para tratar catarata


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Mais de 200 pessoas da região portadoras de catarata, doença que prejudica a visão, estão na fila de espera por uma cirurgia que pode resolver o problema. O número é conseqüência da suspensão do Mutirão da Catarata, programa do governo federal para combater a doença. As cirurgias só deverão ser retomadas depois de maio, quando será assinado um novo convênio entre o Ministério da Saúde e as prefeituras, que passam a ser responsáveis pelo tratamento. De acordo com a secretária de Saúde de Patrocínio Paulista, Regina Helena de Freitas Lopes, a prefeitura contratará um médico oftalmologista para promover as cirurgias de catarata na Santa Casa da própria cidade. “Já temos o dinheiro para comprar os aparelhos para que possamos efetuar as cirurgias a partir de junho”, disse ela, ressaltando que a Secretaria fará um levantamento, no mês de maio, para saber o número exato de moradores que precisam do tratamento (confira no quadro abaixo o número de pacientes que estão à espera de cirurgia nas cidades da região). A prefeitura de Itirapuã não tem condições de fazer as cirurgias no próprio município e terá que encaminhar os pacientes para Franca, mas trabalha para reduzir a fila. O secretário de Saúde, Daniel Silva Faria, disse que a prefeitura mantém um convênio com uma clínica de oftalmologia francana em que pacientes são encaminhados para exames preventivos. O município paga cerca de R$ 20 por consulta e encaminha aproximadamente dez pessoas por semana. “Aquelas pessoas que necessitam da cirurgia entram na fila de espera”, disse o secretário. A situação em Jeriquara é mais complicada. O secretário de Saúde, Jaime Aparecido de Almeida, afirma que 20 pessoas estão esperando pela cirurgia. “O problema é que no ano passado não conseguimos encaminhar nenhum paciente por questões burocráticas. Espero que neste ano sejamos priorizados”, disse Almeida. Os pacientes de Pedregulho também tomaram outro destino no ano passado. O secretário de Saúde, Roberto Manreza, conta que todos foram encaminhados para Taquaritinga, a quase 200 quilômetros de Franca. “Como tínhamos uma parceria com o Lions Club, era mais fácil conseguir. Mas a partir deste ano eles serão atendidos em Franca. Espero que dê certo”.

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