O delegado seccional, Maury de Camargo, determinou a abertura de procedimento interno para apurar a conduta dos policiais diante da fuga. Para ele, não houve favorecimento, mas ficou clara a negligência.
Comércio da Franca - Como foi a fuga?
Maury de Camargo - Uma carcereira deixou a guarita e, ao invés de aguardar a rendição, saiu do seu posto e procurou pelo carcereiro que cobriria aquele turno seguinte. Ele foi avisado, mas não assumiu o posto. Demorou cerca de 20 minutos para isso. Foi exatamente o tempo em que os detentos lançaram a corda sobre o muro, cortaram a tela e fugiram. A fuga que estava sendo preparada era para ser em massa. Havia vários cadeados já abertos e grades serradas. Poderia ter sido pior.
Comércio - O comportamento dos carcereiros mostra que houve negligência?
Maury - Houve negligência e eles estão sendo autuados em flagrante por isso.
Comércio - O que acontecerá com eles?
Maury - Serão responsabilizados criminalmente e responderão a uma sindicância interna. Continuam trabalhando, mas em outros setores.
Comércio - Eles serão presos?
Maury - Não. A infração cometida por eles foi culposa (sem intenção) e a lei não prevê prisão.
Comércio - Os carcereiros receberam algum tipo de favorecimento para facilitar a fuga?
Maury - Pelo histórico deles, nada indica que a falha tenha sido dolosa (com intenção).
Comércio - O que o senhor pode dizer sobre os bandidos que fugiram?
Maury - São de alta periculosidade.
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