“Vi a cela aberta, não tinha ninguém no corredor (referindo-se a policiais), e fui embora”. Esta frase resume perfeitamente a segurança da Cadeia Pública do Jardim Guanabara ontem. A declaração partiu do detento Tiago Duarte Ferraz, 25, acusado de tráfico e estelionato, logo após ser recapturado a um quarteirão da unidade. Quem denunciou a fuga foi um popular, que passava pelo local. O preso, segundo sua versão, viu aberta a cela do “xadrez” 14, encontrou caminho livre, atravessou o pátio interno, passou por uma tela (não quis dizer se já estava cortada), alcançou e pulou o muro, que tem altura de dois metros, que dá acesso à Rua Abrão Jorge, e se viu na rua, livre. Verdade que por poucos minutos em razão da rapidez da PM. Outros três companheiros de cela de Ferraz seguiram o mesmo trajeto.
Já dentro da viatura, em companhia de outros dois presos, reclamou do assédio da imprensa. “Eu não esculachei ninguém, só tentei fugir. Não quero dar declarações. Me deixa quieto na ‘lata’ (viatura) ou me coloca lá dentro que tô me sentindo humilhado aqui (sic)”, pedia Ferraz aos PM’s, que atenderam ao pedido e fecharam o vidro do carro. A captura dos fugitivos se deu menos de 20 minutos após a fuga. “Logo que recebemos o comunicado do Copom (Centro de Operações Policiais Militares), empreendemos diligências, junto com as outras guarnições, e localizamos os fugitivos, que voltaram ao lugar de onde não deveriam ter saído”, disse o soldado PM D. Pereira.
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