Presos fogem da cadeia: sete ainda foragidos


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Tiago Ferraz espera dentro de carro da PM logo após ser preso nas cercanias da cadeia do Guanabara: foragidos ainda são procurados pela polícia de Franca
Tiago Ferraz espera dentro de carro da PM logo após ser preso nas cercanias da cadeia do Guanabara: foragidos ainda são procurados pela polícia de Franca
Doze presos se aproveitaram do vacilo de policiais e fugiram da cadeia do Jardim Guanabara no início da noite de ontem. O estrago poderia ter sido ainda maior e uma fuga em massa foi evitada por muito pouco. Pelo menos dez celas tiveram os cadeados estourados, mas os detentos não tiveram tempo suficiente de escapar. A unidade atualmente abriga mais de 470 presos. Até o fechamento desta edição, apenas cinco foragidos haviam sido recapturados. Dois carcereiros foram autuados em flagrante por negligência. Nunca foi tão fácil fugir. Eram 18h15 e o dia ainda estava claro. Os presos arrombaram as grades das celas e chegaram até a marquise existente sobre o pátio. Para isso, usaram uma “tereza” (corda feita de lençóis) e cortaram o alambrado de proteção com alicate. Depois, desceram por uma escada e caminharam cerca de 20 metros até chegar ao muro dos fundos da cadeia. Pularam o obstáculo e ganharam a Rua Abrão Jorge. A ação levou 20 minutos e não foi presenciada por nenhum policial. A carcereira responsável pela vigilância na guarita situada sobre o pátio havia deixado seu posto de serviço e não foi substituída pelo carcereiro que deveria “rendê-la”. Ambos responderão a sindicância interna. Por sorte, um motoqueiro passava diante da cadeia e avistou os presos pulando o muro. Só então a fuga foi descoberta. Avisados pela testemunha, os soldados Assis e Falqueto, que faziam a vigilância na entrada principal do presídio (lado oposto ao da fuga), saíram em perseguição e conseguiram recapturar três dos fugitivos ainda nas proximidades. Outros dois presos foram detidos na área interna da cadeia antes de conseguirem escalar o muro. Sete escaparam e estão nas ruas. “Eles são perigosos”, disse o seccional Maury de Camargo Segui.

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