O Sindifran (Sindicato das Indústrias Calçadistas de Franca) lançou ontem um manifesto de repúdio ao que considera “aumento abusivo” nas contas de energia elétrica. Aprovado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o reajuste foi de 13,65% e já está valendo desde o dia 8 de abril. Segundo o presidente do sindicato, Jorge Félix Donadelli, o reajuste “preocupa o setor, que passa por uma crise neste período”. O manifesto, que tem como objetivo tentar revogar a autorização para o aumento, conta com o apoio dos sindicatos dos pólos calçadistas dos estados de São Paulo e Minas Gerais e da Amcoa (Associação Manufaturados de Couros e Afins).
O reajuste de 13,65% foi repassado aos consumidores de alta tensão. Segundo cálculos do Sindifran, todas as empresas calçadistas francanas serão afetadas com possíveis prejuízos por conta disso. Uma indústria, por exemplo, que produz mil pares de calçados por dia e gera um consumo médio de R$ 10 mil, certamente receberá a próxima conta com o valor de R$ 11.365. “Estamos vivendo uma inflação de 5% e assistimos um aumento de 13,65%, o que é absolutamente incompreensível e impraticável”, disse Donadelli. Para tentar ganhar força em sua tentativa de revogar o aumento, Donadelli espera contar com o apoio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e demais setores industriais.
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