Presidente do centro comunitário busca apoio do MP


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Para o presidente do centro comunitário do Jardim Paineiras, Ademir Rosa, a intervenção da prefeitura na entidade tem motivações políticas e um responsável único: o secretário de Governo Odair Tristão. Rosa admite que o centro não funciona como devia desde 2001, mas ainda representa a comunidade, já que a direção não foi dissolvida. Por trás da ação no bairro estaria o movimento pela não-construção do CDP no Paineiras, que Rosa liderou. Ademir Rosa, ex-funcionário comissionado da gestão do prefeito petista Gilmar Dominici (2001-2004), deve levar o caso para o Ministério Público. “O que aconteceu aqui foi uma ofensa contra a Constituição Federal, que não permite a intervenção nas associações de bairro”, disse ele. A lei também prevê que novas associações só podem ser reconhecidas se a anterior, ainda existente, for extinta judicialmente. Procurado, o secretário de Governo, Odair Tristão, disse que Rosa não tem legitimidade para defender os interesses do Jardim Paineiras, pois, além de não ter mais mandato, ainda está envolvido em várias irregularidades. No sábado Tristão chegou a afirmar que o presidente do centro comunitário desviou documentos da entidade, impedindo o acompanhamento das atas confeccionadas durante as reuniões, e ainda estaria devendo perto de R$ 11 mil à prefeitura, dinheiro referente a subvenções. Um servidor ouvido pelo jornal afirmou que o centro comunitário do Paineiras nunca recebeu dinheiro da administração nesta ou em outras gestões e está com as contas em dia. Ontem, Tristão ligou para o ‘Comércio’ para dizer que se enganara sobre a dívida. Quanto ao envolvimento de funcionários públicos, o secretário informou que o encontro era uma ação do governo, não havendo, portanto, nada de errado. “Até onde sei, é tudo normal”, disse. Questionado sobre o deslocamento do guarda civil Roberto Wiles, Odair Tristão afirmou, em entrevista gravada, que ânimos exaltados no bairro exigiriam a presença da GCM, mesmo que representada por apenas um homem. “Não posso considerar ilegítimo ou intervencionismo a Prefeitura se organizar para ajudar uma comunidade. Pior é os moradores continuarem sendo pressionados por gente que some com documentos, que some com papéis da entidade e não presta contas. Se esse senhor fosse o representante do bairro, nós estaríamos tratando com ele”, disse Tristão, referindo-se a Ademir Rosa. “Eu assumo tudo o que aconteceu no Jardim Paineiras. Quanto ao acidente, infelizmente poderia acontecer com qualquer pessoa”.

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