Prefeitura abre sindicância contra guarda civil que virou motorista


| Tempo de leitura: 2 min
O resultado da ação da Prefeitura de Franca no Paineiras não poderia ter sido pior. Além de ver frustrada a tentativa de impor uma associação de bairro, o acidente rodoviário deixou um funcionário temporariamente incapacitado para o trabalho e duas servidoras feridas. Roberto Wiles Ribeiro, que dirigia a viatura da GCM, está na corporação há 16 anos. Seu prontuário não aponta nenhuma conduta irregular durante esse tempo, segundo o comandante, Sérgio Buranelli. No domingo em que se acidentou, Ribeiro havia sido destacado para guardar o Parque dos Trabalhadores. Por volta das 11 horas, foi acionado pelo supervisor do horário, guarda César, quando ficou sabendo que, por determinação de Tristão, deveria deixar o local. Em vez da segurança do Parque, uma missão menos nobre. Atuaria como motorista do grupo de servidoras incumbidas de criar o Centro Comunitário no Paineiras. Desviado de suas funções, encostou a motocicleta que usava e ocupou o veículo Gol da guarda para levar as três funcionárias ao Jardim Paineiras. Ao voltar da reunião, pela Rodovia Ronan Rocha, Wiles capotou o Gol, que estava com pelo menos um pneu completamente careca, várias vezes. Depois de uma semana internado, o funcionário recupera-se em casa. Há seqüelas no rosto e sua coordenação também está temporariamente afetada. Afastado do trabalho, seu último salário foi em fevereiro. O guarda deverá passar por uma perícia médica no dia 31 de julho. Não se sabe se voltará a exercer suas funções. Na Secretaria de Governo, a sindicância instaurada para apurar as circunstâncias do acidente está em andamento. A estratégia de Tristão é simples. Quer jogar a responsabilidade sobre o guarda. Caso a sindicância aponte para a culpa de Roberto Wiles, tese mais provável, segundo funcionários ouvidos pelo jornal, ele pode ser indiciado pela polícia, demitido da prefeitura e não receber a indenização a que teria direito. Segundo ele, a ordem para apanhar o veículo e levar as funcionárias não foi contestada. “Não tenho a opção de dizer não. Pediram para eu levar, e eu levei”, disse Ribeiro. Na sexta-feira, uma festa que seria realizada no clube dos servidores municipais para arrecadar fundos para a família do guarda foi cancelada. A explicação oficial é que a organização não conseguiu divulgá-la com antecedência.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários