Valim e Pelizaro batem boca no plenário


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Um projeto que autoriza repasse de verbas no valor de R$ 65 mil para a creche Bom Pastor, localizada na Zona Sul da cidade, foi o causador, ontem, do maior bate-boca na Câmara Municipal neste ano. Gilson Pelizaro (PT) e Marcelo Valim (PSDB) discutiram aos gritos para saber quem era o verdadeiro responsável pela liberação dos recursos. Tudo começou quando Silas Cuba (PT) afirmou que a verba conseguida pela prefeitura tinha também a marca do Partido dos Trabalhadores, por meio da atuação do ex-prefeito Gilmar Dominici e do senador Aloizio Mercadante junto ao governo federal. Valim, “em nome da verdade”, se sentiu no dever de “desmentir” Silas. Ele disse que o autor do projeto que garantiu o dinheiro, o deputado Salvador Zimbaldi (PTB), não tinha ligações com o PT. Nesse momento, Gilson Pelizaro tomou as dores de seu companheiro de partido e, exaltado, disse que Valim deveria pensar melhor antes de acusar um colega de mentiroso. “Vossa Excelência, que adora colocar limites aos colegas, deveria adotar uma postura de responsabilidade”. Pelizaro fez menções a críticas de Valim a vereadores em seu programa de rádio e a repreensões públicas do tucano a colegas da mesa diretora da Câmara e até mesmo ao líder de seu partido e da base aliada na Casa, Jepy Pereira. As palavras do petista enfureceram Valim. Aos berros, ele defendeu seu direito de expressão. Descontrolado, o tucano socou a mesa de comando da sessão, chegando a derrubar o relógio que limita o tempo dos pronunciamentos dos vereadores. O causador do ódio de Valim limitou-se a pedir o registro dos atos do colega na ata da sessão, em evidente intenção de abrir processo por quebra de decoro parlamentar. Os ânimos só foram acalmados após intercessão do presidente da Casa, Marcelo Mambrini (PMN). Ele suspendeu os trabalhos para uma reunião com todos os vereadores. Na reunião, Mambrini propôs um “pacto de comportamento”. Como presidente, se comprometeu a ter mais cuidado com o modo de conduzir os trabalhos desde que o restante dos vereadores prometesse se “comportar melhor”. Após 30 minutos de reunião, os vereadores retornaram ao plenário como se nada houvesse acontecido. O discurso geral foi de que discussões são normais em um parlamento. Mas a agressividade demonstrada na sessão de ontem desagradou as pessoas que assistiam à sessão. A catadora de lixo Rosângela Almeida reprovou o incidente. “Não votaria em vereadores que desrespeitam a população assim.”

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