Pediatra acredita que faltou diálogo


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A pediatra da Secretaria de Estado da Saúde e responsável pelo projeto “Hospital Amigo da Escola”, da Unicef, em São Paulo, Sandra Regina de Souza, disse que a reclamação da professora francana contra a Santa Casa pode ter sido ocasionada por falta de diálogo entre as partes. Para ela, a demora no banho da dona-de-casa Milena de Oliveira Davanço Porfírio é um procedimento facilmente compreensível. Faz parte do projeto da Unicef para a humanização de partos. “Não há prazo mínimo e máximo para que o banho aconteça. O que queremos é que mãe e filho não se separem por mais de uma hora. Este contato é fundamental para os dois. O banho pode esperar algumas horas sem causar qualquer prejuízo”, explicou Souza. A médica nega que possa haver contaminação pela sujeira que fica após o parto. “Pode-se fazer uma limpeza rápida, para retirar apenas o que resta do líquido aminiótico. Aquela cêra que encobre a pele da criança (vernix) é uma proteção a ela, pois impede que a pele se resseque. Não traz doenças, pelo contrário, ajuda a evitá-las”. Sandra Souza disse ainda que apenas em casos extremos o banho tem que acontecer rapidamente. “Se a mãe portar alguma doença que possa ser transmitida ao bebê, como HIV, aí sim o banho tem que ser de imediato, como uma série de outros cuidados que são tomados. Caso contrário, não há porque ter pressa”, disse a médica.

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