Galgar o topo de uma carreira profissional é, na maioria das vezes, uma realização pessoal. No mundo artístico, no entanto, a fama pode ser traiçoeira e jogar a pessoa que não souber lidar com ela numa verdadeira fogueira das vaidades, na qual quem não estiver preparado pode descer com a mesma velocidade de sua ascensão. Palavra de quem já sabe o que é o sucesso. “O artista tem que ser feliz com o que ele tem, do tamanho que ele estiver.
O que vier com o suor do seu trabalho é para melhorar o que já está bom”, ensina Luiz Felizardo, conhecido como Solimões, da dupla Rionegro e Solimões.
Com 20 anos de carreira, Solimões explica que no meio artístico muita coisa pode atrapalhar a carreira tanto de quem está começando quanto de quem já é conhecido. “O que não pode é perder o foco em sua vida, seus amigos. Jamais vire as costas para eles e jamais deixe sua família de lado. É apenas com eles que numa hora de necessidade a gente pode contar de verdade”, diz.
Mesmo não acreditando em receitas infalíveis para o sucesso, Solimões diz que manter a humildade, confiar em Deus, ser competente (“pois tem muita gente competente com o mesmo objetivo”), além de trabalhar muito e com dedicação podem ajudar a quem quer vencer na vida. “Seja um pedreiro ou um cantor, se trabalhar muito e se dedicar para que tudo seja bem feito, o sucesso está garantido. O que não quer dizer que isso seja a fama ou o topo, mas certamente será a conquista da realização pessoal”.
SALÁRIO
Magner e César ainda não ganham muito. Vão de ônibus para os shows e ainda não têm uma estrutura para lhes assegurar as mordomias exigidas por diversas celebridades do mundo sertanejo.
O que recebem é investido na carreira, ou seja, nas passagens e compra de roupas e instrumentos musicais. Célio Jr. e Fabiano e Bruno Nunes também.
Todos começaram a cantar quando tinham mais ou menos 8 anos de idade. Em entrevista, afirmam que sabem das dificuldades que o caminho lhes reserva e não têm medo de encarar as adversidades. Também têm consciência das armadilhas para os egos dos iniciantes. Acham que saberão lidar com o “estrelismo”. “Estamos há muito tempo na estrada e os ‘calos’ da vida nos avisam que temos que nos manter humildes para alcançar nosso objetivo”, disse Alessandro.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.