Profissão sertanejo


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A dupla Célio Júnior e Fabiano posa para a foto com o cantor Bruno Nunes (ao centro)
A dupla Célio Júnior e Fabiano posa para a foto com o cantor Bruno Nunes (ao centro)
Os cantores Ed Marques e Alessandro acabam de lançar seu CD homônimo, o primeiro da carreira. Magner e César, 19 e 17 anos respectivamente, ainda não tiveram a mesma sorte. Assentados do MLST na Fazenda Boa Sorte, em Restinga, têm nos amigos do assentamento seus assessores, empresários e, se for preciso, seguranças. Ontem mesmo, enquanto o “empresário” da dupla, Mauro Marques, era entrevistado, os jovens se preparavam para subir ao palco numa churrascaria em Ribeirão Preto. A vida dura no início de carreira se repete para Célio Jr. - faz dupla com Fabiano - e Bruno Nunes, cantor-solo, que se sustentam com trabalhos paralelos à carreira musical. Em comum, Ed Marques e Alessandro, Magner e César, Célio Jr. e Fabiano e Bruno Nunes têm a escolha de uma profissão como outra qualquer, com a desvantagem de fazer parte um mercado exigente, saturado e cheio de armadilhas. Ed Marques e Alessandro estão no que se pode chamar de fase intermediária de suas carreiras. Têm agendas lotadas e alternam shows, entrevistas a rádios, TVs e jornais pelo País inteiro. Garantem que não estão ricos, mas já não dependem mais de um trabalho formal como fonte de sustento. Podem se dizer privilegiados. No início, os cantores têm sorte de contar com um aparato especial de divulgação, além de ter nomes fortes como Raul Gil, Hebe Camargo e Roberta Miranda como “padrinhos”. São patrocinados por Marly Marley, braço direito do apresentador Raul Gil. São um caso à parte. Mas nem sempre foi esse mar de rosas. O início de carreira, assim como em toda profissão, exige empenho, perseverança, muita disciplina e coragem para encarar as adversidades. E mesmo assim, o resultado nem sempre é o esperado: o sucesso. Ed Marques teve que se sustentar com salário de padeiro para manter o sonho de virar cantor. Alessandro era pedreiro e alternava os dias de trabalho com noites fazendo shows. Ambos participaram de dezenas de festivais de música sertaneja. Venceram muitos deles. A última disputa foi no programa de Raul Gil. Venceram em 2004 e, de quebra, assinaram contrato com a produção do programa. “Hoje nossa luta é para sermos conhecidos e conquistar a simpatia do público”, disse Ed Marques. Meio caminho andado, a dupla ainda tem muito trabalho pela frente. “Para atingir a fama e fazer shows pelo País, ficarmos conhecidos temos que mostrar nosso trabalho”, disse Alessandro. No caso deles, a equipe que os cerca dará uma forcinha, mas o sucesso, na verdade, só dependerá deles. Para quem já está no topo, a dica é humildade sempre e muita dedicação ao trabalho. “Não tem receita. O negócio é trabalhar muito, sempre”, disse Solimões, da dupla Rionegro e Solimões.

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