Reparar voçorocas de Franca custaria R$ 5 mi ao Estado


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Os graves problemas de infra-estrutura de Franca, em especial as voçorocas, receberam ontem uma atenção especial que poderá futuramente resultar em investimentos para a cidade. Durante cinco horas, o diretor do Departamento de Defesa Civil do Estado de São Paulo, major Luiz Dias, visitou seis pontos críticos e apontou a existência de soluções definitivas para sanar os buracões que tiram o sono da população. A dificuldade estaria somente no custo das obras, avaliadas em R$ 5 milhões. A solicitação para a análise foi feita em audiência na Casa Militar e partiu do vereador Zezinho Cabeleireiro (PTB) com apoio do deputado estadual Gilson de Souza (PFL). Segundo o major Luiz Dias, uma das saídas encontradas é a criação de parcerias com o governo federal para viabilizar a recuperação desses locais. Para isso, modelos de ofícios para serem encaminhados à Secretaria Nacional de Defesa Civil foram deixados na prefeitura. “A próxima etapa depende da administração enviar os projetos; em seguida, agendaremos uma audiência em Brasília com o secretário”, disse. Caso seja aprovado, o convênio seria assinado diretamente com a União. Entre os pontos vistoriados pelo diretor do Departamento de Defesa Civil estão as voçorocas do Parque São Jorge, do City Petrópolis, Jardim Noêmia e Vila Santa Luzia, além do encontro dos córregos Cubatão e Bagres, no Posto Galo Branco, e o complexo do Pronto-Socorro “Doutor Janjão”. Nesses dois casos, os problemas são em relação aos alagamentos nas épocas de chuva. Para resolver cada erosão seria gasto, em média, R$ 1,2 milhão. “Os problemas são sérios, mas não trazem risco iminentes, por isso a população pode ficar tranqüila. O processo de erosão é lento”, garantiu o major. De acordo com ele, a Defesa Civil do Estado trabalha com maior empenho em obras emergenciais e em Franca não existe essa ameaça. Mesmo assim, considera a situação preocupante. Em 2005, um mapeamento realizado pelo Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica) e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo) detectou a existência de problemas críticos de erosão na cidade e em mais 182 dos 645 municípios do Estado de São Paulo. “Franca e Bauru são as cidades com as piores concentrações de voçorocas, em virtude do solo, mas o Estado sozinho não tem como resolver”. Apenas o valor a ser gasto para resolver os graves problemas de Franca responde por todo o orçamento da Defesa Civil estadual.

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