‘Tem que fazer direito e com amor’, diz porteiro


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Enquanto uma das equipes da operação Tapa-buraco trabalhava na Avenida Teotônio Vilela, no Leporace III, moradores e alguns motoristas pararam para observar a limpeza das crateras, colocação do remendo asfáltico e passagem do rolo compressor. Por volta das 9h30, o porteiro Paulo Roberto de Freitas, 56, que mora no bairro há mais de 20 anos, passou pelo local e quis falar com o responsável pela tarefa. “Tenho que aproveitar a chance, porque na prefeitura a gente não tem acesso aos responsáveis.” Atendido por Alexandre Godói, presidente da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) - que interrompeu a entrevista à imprensa para fazê-lo - , fez questão de pedir para os funcionários fazerem o serviço “com amor” e chegou a demonstrar com a pá de um dos trabalhadores como deveriam limpar o buraco antes de tapá-lo. “A gente fica triste deles fazerem porcariada. Já que estão investindo, que façam algo decente, para não ter de voltar daqui a três meses. Tem que fazer bem feito”, disse à reportagem. Paulo Roberto também fez uma sugestão a Godói. Para ele, policiais que fazem ronda pela cidade poderiam ser destacados para “notificar” os pontos com buraco mais críticos dos bairros e repassar para a Emdef. “É preciso ter claro que não adianta ter as avenidas bonitas e as ruas ao lado esburacadas. Isso não funciona. Alguém tem que avisar onde estão os estragos”, disse ele.

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