Operação é corretiva; solução seria recapear


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A ordem do prefeito de arrumar as ruas e avenidas começou a ser cumprida ontem, e, pelos próximos 90 dias, a Emdef (Empresa para o Desenvolvimento de Franca) e outra empresa contratada trabalharão no sentido de eliminar os buracos de Franca. A operação, porém, é mais uma medida paliativa. Após as chuvas de outubro e novembro, as vias poderão estar como um “queijo suíço” novamente. O próprio prefeito Sidnei Rocha (PSDB), em entrevista por e-mail na semana passada, disse não assegurar a conservação das vias. “O conserto dos atuais buracos, eu garanto. Só não posso garantir sobre os futuros, do próximo verão.” O presidente da Emdef, o engenheiro Alexandre Godói, também reconhece que o incômodo não será completamente sanado. “É um problema crônico porque o asfalto está envelhecido. O remendo terá resultado, mas é óbvio que no final do ano, com as chuvas, os buracos vão surgir novamente”, disse. “Mas o remendo é um serviço corretivo e necessário. Tem de ser feito e é obrigação da prefeitura”, complementou. A solução para eliminar os transtornos com o asfalto seria recapear os 1.100 quilômetros da malha viária de Franca. Estima-se que seriam necessários R$ 100 milhões para isso. “O asfalto é velho, de má qualidade e não recebeu os investimentos devidos do poder público nos últimos 15 anos”, disse o engenheiro. Segundo Godói, há estudos para se recapear as ruas ainda no mandato tucano. “O prefeito Sidnei Rocha pediu um levantamento e o projeto de recapeamento que elaboramos está sendo analisado técnica e financeiramente.” O assessor de comunicação da prefeitura, Marcelo Facury, confirmou a existência de um plano de recapear alguns trechos da cidade, mas isso seria feito após a operação tapa-buraco (que durará 90 dias) e se sobrar recursos.

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