Prefeitura começa operação ‘tapa-tudo’


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Buracos da Avenida Teotônio Vilela, no Parque Vicente Leporace III, receberam ontem remendo asfáltico: local foi um dos primeiros da megaoperação Tapa-buracos
Buracos da Avenida Teotônio Vilela, no Parque Vicente Leporace III, receberam ontem remendo asfáltico: local foi um dos primeiros da megaoperação Tapa-buracos
Desde ontem, 72 homens estão nas ruas de Franca com a missão de tapar os buracos de toda a cidade. São funcionários da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) e outra contratada (Val Rocha Engenharia) para colocar em prática a chamada megaoperação tapa-buraco. A previsão é concluir os consertos dentro de 90 dias e cobrir 60 mil metros quadrados de buracos, o equivalente a mais de sete campos de futebol como o do Maracanã. “O prefeito quer que combatamos os buracos para que a cidade fique em uma situação melhor, de mais conforto e segurança para motoristas e pedestres”, disse o presidente da Emdef, Alexandre Godói. O investimento superará R$ 1 milhão. Para a montagem do cronograma, a cidade foi dividida em oito setores e cada um terá uma equipe. Os funcionários ficarão nas ruas das 7 às 17 horas e deverão cobrir, em média, 750 buracos grandes (com um metro de diâmetro) por dia. Primeiramente, o trabalho será realizado nas avenidas mais movimentadas e depois nas ruas secundárias, que têm menos fluxo de veículos, mas muitas estão totalmente danificadas. Ontem, a largada dos serviços aconteceu nos bairros Santa Terezinha, Leporace, Santa Adélia, Dermínio, Formosa, Santa Maria do Carmo, Líbano e Progresso. O REMENDO Segundo os responsáveis, o sistema de trabalho da operação tapa-buraco teve modificações e a forma como os buracos estão sendo tapados obedece a uma técnica diferente da usada nas administrações anteriores. Ela consiste em recortar um quadrado sobre o buraco, jogar a massa asfáltica e compactá-la com rolo. A novidade ficará por conta de uma limpeza prévia nos mesmos. Uma frente de trabalho segue antes da operação e faz a limpeza dos buracos e também das galerias e bocas-de-lobo. O objetivo é acelerar o processo e aumentar o número de crateras tapadas por dia. Alexandre Godói esclarece que a estiagem, prevista para os próximos dias, deve assegurar maior durabilidade dos serviços. Mesmo assim, não há garantias de sucesso. “A única questão que precisa ficar clara é que os buracos não vão sumir da cidade. Os que estamos arrumando hoje durarão. O problema é que surgem novos buracos nas laterais dos tapados e isso continuará a acontecer”, disse Godói ao afirmar que 80% do asfalto está com vida útil vencida por ter mais de 15 anos. “(A operação) Não é a solução, é um corretivo. A única saída para acabar com o problema será recapear a cidade”.

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