O prazo para as famílias do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) deixarem a fazenda Santana, no município de Cristais Paulista, onde estão desde o início de fevereiro, terminaria hoje.
No entanto, de acordo com o coordenador estadual do MLST e membro da Anara (Associação Nacional de Apoio à Reforma Agrária), Mauro Marques, os proprietários da fazenda estenderam o prazo em mais trinta dias para que eles deixem o local.
O acordo veio em boa hora. Isto porque, ainda segundo Marques, técnicos do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) estarão hoje na fazenda Santa Cruz - localizada em frente da Santana -, que é cobiçada pelos sem-terra.
A informação não foi confirmada pela assessoria de imprensa do Incra, que afirma não ter dados relativos às fazendas.
Na fazenda Santana estão acampadas 190 famílias, a grande maioria está no local desde o mês de fevereiro. O grupo chegou a anunciar que ocuparia novas fazendas na região no mês de março, o que não aconteceu.
O objetivo principal dos sem-terra é mesmo ocupar a fazenda vi zinha, que, segundo eles, é improdutiva. “Precisamos esperar o aval positivo do Incra para passarmos para a Santa Cruz”, disse Marques. Caso ocupem a propriedade sem antes passar pela avaliação do Incra, ela deixa de entrar no programa de Reforma Agrária pelos próximos dois anos como determina a legislação federal.
Enquanto espera por uma definição, o movimento cadastra novas famílias para invasões futuras.
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