Muitos grupos de jovens passam por fases de euforia, com novas adesões e eventos que turbinam as reuniões, seguidas de momentos de desânimo, quando a maioria do pessoal dá um tempo da igreja.
Apesar da freqüência inconstante, os grupos resistem às dificuldades, graças à determinação dos participantes que vestem sua camisa.
Com o Ágabe, a história não foi diferente. “Atualmente, estamos com uns dez jovens firmes. Mas já tivemos fases com 20, 30 pessoas”, relembrou o marmorista Bruno Júnior. Para Danilo Silva, o esvaziamento é normal. “É bom quando alguns jovens saem e se engajam em outros setores, como a catequese. O grupo funciona como um despertar para certas responsabilidades”.
Essa história começou antes da Capelinha, há cerca de cinco anos, quando o Ágabe ainda era Apocalipse e se reunia na praça defronte da igreja, até ser acolhido por ela. “Admiro muito o pessoal, pois mesmo estudando e trabalhando eles sempre estavam aqui, até se fosse domingo à tarde. A turma de agora é mais nova e ainda lhes falta motivação e discernimento”, comentou Danilo.
Um grupo de jovens que se preze não se fecha em si próprio, atuando em favor da comunidade. “Todos os anos, participamos do Hallel (grande evento de música católica, em setembro). Ficamos com as crianças no módulo do Hallelzinho, fazendo a animação”, disse Angélica Alves. Mas nem sempre as idéias vingam. “Planejamos visitar creches várias vezes, mas nossos horários não davam certo”, disse Bruno.
Como tudo que perde força quando cai na rotina, o grupo depende de eventos extraordinários para ganhar sobrevida. “Todos os anos fazíamos a vigília pascal, na qual nos uníamos e buscávamos jovens, cuidando de lanche, decoração, teatro, música etc. No ano passado, infelizmente a programação foi outra, o que contribuiu para nossa decaída, pois se trata de uma das formas de agregar mais pessoas”, opinou o jovem.
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