Mecânico esmaga cabeça da mulher na praça


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José Antônio Branco, 66, mostra foto da filha Luciana. Ao lado de familiares lamenta a morte da balconista, ocorrida domingo em rua de Batatais: grau de violência chocou a cidade
José Antônio Branco, 66, mostra foto da filha Luciana. Ao lado de familiares lamenta a morte da balconista, ocorrida domingo em rua de Batatais: grau de violência chocou a cidade
Era para ser mais um final de semana de descontração. Como fazia costumeiramente, o casal, Edson Fernandes Chagas, 37, e Luciana Cristina Branco, 27, moradores de Batatais, saiu na noite de sábado para se divertir. O que ninguém imaginava era que depois de dançar, cantar, conversar, comer e beber, a dupla protagonizaria cenas de terror não vistas na cidade desde a chacina de 2002, que resultou na morte de seis pessoas. Edson matou a mulher batendo com a cabeça dela em um banco de concreto e esmagando-a com um bloco de cimento. Depois, saltou da laje de uma construção para “tentar” o suicídio, mas só conseguiu um trauma na face e uma fratura no punho direito. Ontem, em entrevista ao Comércio, José Antônio Branco, 66, pai de Luciana, disse acreditar que o crime tenha sido motivado por ciúmes. “Ele morria de ciúmes dela. Ela era uma menina jovem, muito bonita e trabalhadora. Além da lanchonete, fazia encomendas de bolos, doces e chocolates. Ela sustentava a casa sozinha quando ele estava desempregado”, disse. O sábado foi um dia comum. O torneiro mecânico Edson passou a tarde assistindo desenhos infantis com a sobrinha de cinco anos na casa de sua mãe. A mulher chegou mais tarde, pois tinha para cumprir o que chamava de “tarefas do sábado”. Saiu da lanchonete em que trabalhava, passou em um supermercado onde comprou 500 gramas de maionese para o jantar e, em seguida, foi à cabeleireira, só chegando a tarde na casa da sogra. No final do dia, foram embora para casa, receberam a visita de uma cunhada que foi até lá para ver os ovos de páscoa que Luciana estava vendendo para ganhar um dinheiro extra. Em seguida, de carona com os cunhados, o casal foi a uma choperia no centro da cidade para dançar. Fim de festa, hora de ir embora. O casal chamaria um táxi para levá-los, mas não encontraram nenhum na praça Anita Garibaldi, a 600 metros da choperia. Segundo Edson informou à polícia, o fato deixou Luciana nervosa e a partir de então ela teria passado a chamá-lo de “burro” e a acusá-lo de “não conseguir dar um filho a ela” fato que o levou às agressões que resultaram na morte da balconista. Em seguida, Edson fugiu e, conforme o que contou à policia, por estar arrependido de seus atos, tentou o suicídio saltando de uma laje, o que resultou em um braço quebrado e lesões no rosto.

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