Feriadão esvazia paralisação dos servidores municipais


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Com baixa adesão, o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, José Nhozinho Salles Ramos, transfere para a próxima semana uma possível greve
Com baixa adesão, o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, José Nhozinho Salles Ramos, transfere para a próxima semana uma possível greve
A greve anunciada por José Nhozinho Sales Ramos, o “Paraná”, para ter início nesta terça-feira na prefeitura de Franca não passou de ameaça. A paralisação foi anunciada na sexta-feira, e amplamente divulgada pela imprensa posteriormente, mas morreu antes mesmo de ser posta à prova. A explicação para a desistência da paralisação foi, segundo o sindicalista, o feriado de Sexta-Feira Santa. “Geralmente o prefeito dá ponto facultativo na quinta e nós teríamos apenas dois dias para o movimento”. No dia 16 de março, em assembléia realizada na sede do sindicato, 35 servidores decidiram buscar apoio da Câmara Municipal para pressionar o prefeito a aceitar repassar 11,38% de perdas salariais no acordo salarial deste ano. Anunciaram então um protesto na Casa, que não ocorreu por falta de apoio dos próprios servidores. Desde então, sucessivas tentativas de diálogo com representantes do Executivo se mostraram infrutíferas. Na semana passada, dia 6 de abril, também em assembléia, cerca de 50 servidores decidiram o destino dos 3 mil restantes anunciando uma greve para esta terça-feira. A decisão do presidente do sindicato José Nhozinho de cancelar a greve e anunciá-la para a semana seguinte demonstra, no entanto, que a greve parece não ter força nem adesão suficiente para começar. Para ele, o feriado religioso é um problema a ser enfrentado nesta semana. Na próxima, será a adesão dos próprios colegas servidores.

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