A maioria das pessoas que iniciam o tratamento com acupuntura (acum significa agulha e puntum, picada) não acreditam muito na eficácia das agulhas. Desconfiam que aquela dor que incomoda, muitas vezes, durante meses, desaparecerá ou reduzirá de intensidade em questão de dias. A acupuntura é uma terapêutica milenar que utiliza agulhas para liberar substâncias químicas produzidas pelo próprio organismo e de efeito analgésico, aliviando a dor, esteja ela onde estiver.
Acredita-se que o método começou a ser usado há aproximadamente 5 mil anos na China. Com o passar do tempo, chegou ao Japão, Coréia e Vietnã. Os chineses chegaram a encontrar mil pontos espalhados pelo corpo, sendo divididos em 14 grupos principais, os quais são unidos por uma linha imaginária na superfície do corpo, a qual é denominada meridiano. Esses grupos controlam o pulmão, intestino grosso e delgado, o estômago, o coração, a bexiga, os rins, a vesícula, o fígado, entre outros.
A Organização Mundial de Saúde tem uma lista de mais de 40 doenças que podem ser curadas a partir do tratamento com a acupuntura. Evidentemente que dependerá da gravidade, se a doença já se tornou crônica, as dores podem ser reduzidas, mas não desaparecerem por completo. Entre estas doenças estão: sinusite, rinite, dor no peito, cólica menstrual, ansiedade, gastrite, úlcera gástrica, enxaqueca, paralisia facial, entre outras.
Em determinados casos, as agulhas são giradas ao serem fixadas no corpo do paciente, podem ainda ser aquecidas ou mesmo estimuladas por correntes elétricas. É o que acontece com a professora Nilva Maria Cintra Alvarenga, de Ibiraci (MG). Ela faz uso do aparelho denominado eletro-estimulador para aplacar as dores no joelhos. “Já consigo agachar” (veja texto nesta página).
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