Para a realização da operação Tapa-Buracos do ano passado, aproximadamente R$ 3,8 milhões foram gastos, segundo Sidnei Rocha em seu programa diário “Bom Dia Prefeito”, veiculado por sua rádio Hertz AM no dia 21 de novembro. A operação era dada como “um sucesso” e os problemas reduzidos a algumas ruas. Cinco meses depois, a sensação que se tem é que 100% das ruas da cidade estão tomadas por buracos.
Há bairros, por exemplo, nos quais os serviços da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) não passam há pelo menos quatro meses. No Jardim Dermínio, Santa Efigênia e Santa Maria os moradores não sabem mais a quem recorrer. “Já liguei para a prefeitura várias vezes e não adiantou nada. Esta rua é muito perigosa; passam ônibus, veículos, bicicletas e pedestres, ou seja, o movimento do bairro é todo feito por ela. Então, por causa destes buracos aqui, está muito perigoso”, disse o mecânico Pedro Aparecido Rodrigues, que tem uma oficina na Rua Humberto Cechi do Santa Efigênia e é morador no Jardim Santa Maria.
Não seria exagerado dizer que os mesmos 95% de vias deterioradas denunciadas por Sidnei no ano passado estão até hoje sem conhecer uma solução. Os buracos, no entanto, não são ‘privilégio’ da periferia. Nem mesmo a intensidade em que aparecem. Na Rua José Rodrigues Alves, Parque das Águas, bairro considerado de alto padrão, uma ‘constelação’ de crateras torna o trânsito impraticável na altura do cruzamento com a Rua Clóvis Ribeiro Vieira.
RECAPEAMENTO, A SOLUÇÃO
Para livrar os donos dos carros do pesadelo do massacre de rodas, pneus e suspensão, a solução seria o recapeamento. Algo impensável, segundo o presidente da Emdef, Alexandre Godói. De acordo com ele, substituir integralmente o asfalto da cidade é um sonho utópico. Por quê? A resposta estaria na falta de dinheiro para custear tal obra. “O certo seria recapear, mas o alto custo torna a obra inviável”, disse Godói.
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