Guerra contra os buracos


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Tanto na periferia quanto nas ruas do Centro e de bairros nobres, os buracos proliferam, como na Rua José Rodrigues Alves, na altura do cruzamento com a Rua Clóvis Ribeiro Vieira
Tanto na periferia quanto nas ruas do Centro e de bairros nobres, os buracos proliferam, como na Rua José Rodrigues Alves, na altura do cruzamento com a Rua Clóvis Ribeiro Vieira
O prefeito Sidnei Franco da Rocha (PSDB) coloca nas ruas, a partir desta segunda-feira, o que ele considera a maior operação Tapa-Buracos dos últimos anos. Oito equipes de duas empresas - Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) e uma contratada - tentam conter o avanço das crateras que se multiplicam nos milhares de quilômetros da malha viária de Franca. A promessa é fechar todos os buracos das ruas e avenidas da cidade em quatro meses. Nenhum bairro ficará de fora da “megaoperação”, segundo Rocha (veja no quadro os primeiros bairros que serão atendidos pelo serviço). A quantidade de asfalto que deve ser utilizada e a área exata a ser coberta ainda são uma incógnita. Talvez, pelo menos uma destas perguntas seja respondida por Sidnei no ponta-pé inicial dos serviços que será dado por ele na Rua Teotônio Vilela, entre as ruas Noberto Bassalo e Clóvis Peres Fontelas, do Bairro Vicente Leporace, às 9 horas desta segunda-feira. Para que o cronograma de trabalhos e a qualidade do serviço sejam cumpridos pelas equipes e, assim, tornem realidade as promessas de Sidnei Rocha, um fator preponderante estará a favor do prefeito. Com a chegada do outono, a intensidade das chuvas diminui e os períodos secos mais longos devem fazer render as tarefas das oito equipes em serviço. Ainda assim, o desafio será grande. Para se ter uma idéia, Franca possui 1.100 quilômetros de vias públicas pavimentadas, sendo que, pelo menos 60% têm necessidade urgente de nova camada de asfalto. “Vamos cumprir a determinação do prefeito”, disse Alexandre Godói, presidente da Emdef. Se isso acontecer, é certo que a massa asfáltica, terminado o período de recuperação, cobrirá os buracos por no máximo quatro meses, até o começo da próxima estação chuvosa, em meados de outubro e novembro. Uma espécie de “período de hibernação” para os buracos francanos. PROBLEMA ANTIGO No início de seu mandato, o prefeito Sidnei Rocha comemorou antecipadamente o fim dos buracos. O prefeito apostava em uma nova metodologia de trabalho, na qual afirmava estar a solução dos problemas. Em novembro, numa entrevista ao repórter Edson Arantes, do jornal Comércio da Franca para a edição de aniversário de 181 anos de Franca, Sidnei comemorou o fim das crateras. Rocha dava como certo o fim do problema em 95% das vias da cidade. “A situação entrou na normalidade. Quando assumi, 95% das ruas de Franca eram um buraco só. Hoje, não. Você encontra um buraco aqui e outro ali, como em qualquer outra cidade (...) Em ruas de trânsito insignificante pode ter, mas em 95% das vias o problema está resolvido. No geral, acho que a situação está absolutamente sob controle. O buraco não me venceu”, disse na ocasião. Cinco meses depois, a situação das ruas da cidade provam que o buraco, por enquanto, é o vencedor.

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