‘Só arrastei o corpo. Não sei quem o matou’, diz doméstica


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Veni Aparecida Ribeiro Caetano é chamada por amigos e familiares pelo apelido de “Valquíria”. Empregada doméstica de um delegado aposentado, ela demonstra ser vaidosa e estava bem vestida com uma blusa preta e uma calça jeans azul ao ser presa. Os cabelos foram cuidadosamente trançados. A acusada relutou em ser levada descalça para a delegacia: “Me deixa colocar as sandálias, não sou nenhuma criminosa para ser levada deste jeito”, bradou aos policiais. Seu pedido foi atendido. Antes de ser presa, concedeu entrevista o Comércio. Algemada e sentada em uma cama de solteiro, alternou momentos de calma e nervosismo. Sua versão foi contraditória. Comércio da Franca - O que aconteceu dentro de sua casa? Valquíria - Zezinho e eu estávamos fazendo um churrasco. Eu bebi cervejas e caipirinhas de pinga. Depois, fui dormir. Não sei o que aconteceu depois. Não fui eu quem o matou. Comércio - Então quem foi? Valquíria - Sei lá. Eu estava dormindo no sofá e não vi nada. Comércio - Você ajudou a arrastar o corpo do quarto até o quintal? Valquíria - Eu não ajudei. Tive que tirar sozinha porque estava sendo ameaçada. Comércio - Ameaçada por quem? Valquíria - Pelo meu ex-namorado. Quando acordei, ele estava dentro de casa. Ele falou assim: “Você limpa tudo, some com as coisas, senão, eu te mato”. Depois, ele mandou eu voltar para dentro. Não sei quem colocou fogo no corpo. Comércio - Por que comprou os quatro litros de álcool na tarde anterior? Valquíria - Fomos eu e o Zezinho que compramos, pois fazemos churrasco direto.

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