Sapateiro assassinado com 20 golpes na cabeça


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CRIME NA CIDADE NOVA - Conhecida como Valquíria, Veni Caetano, 39, é presa por policiais militares, sábado de manhã, após assassinato de Zezinho, seu companheiro há um ano
CRIME NA CIDADE NOVA - Conhecida como Valquíria, Veni Caetano, 39, é presa por policiais militares, sábado de manhã, após assassinato de Zezinho, seu companheiro há um ano
Franca ficou 87 dias sem registrar assassinatos. O longo e incomum período de calmaria foi quebrado neste sábado. O sapateiro José Ferreira, 36, o “Zezinho”, dormia em seu quarto após uma churrascada regada a cerveja, cachaça e caipirinha, quando recebeu cerca de 20 golpes de faca e marteladas na cabeça. Arrastado para o quintal, ainda teve o corpo totalmente queimado. Para a polícia, a autora da barbárie é a própria mulher da vítima, a doméstica Veni Aparecida Ribeiro Caetano, 39, chamada pelos amigos de “Valquíria”. Ela está presa. Ainda não se sabe se agiu sozinha, tampouco os motivos de tanta violência. O crime aconteceu dentro de uma casa da travessa “Begueti”, com início na Rua Prudente de Morais, perto da Câmara Municipal. A exata maneira e o horário em que aconteceu o crime são incertos. A versão existente foi formulada após policiais ouvirem relatos de vizinhos e da própria acusada. Ainda com aspecto de embriaguez, horas depois da descoberta do assassinato, Valquíria se contradisse várias vezes. O Centro de Operações da Polícia Militar foi informado do assassinato às 8h57. Vizinhos estranharam uma intensa fumaça que saía do quintal da casa de Zezinho e foram ver o que estava acontecendo. “Subi no portão e vi um corpo sendo queimado. Percebi que as pernas estavam tomadas pelo fogo”, disse uma dona de casa ao Comércio sob condição de anonimato. O soldado Nilson e o cabo Luércio seguiram para o local indicado e ainda tiveram tempo de avistar a mulher lavando a residência. Ao perceber a chegada dos PMs, Valquíria se trancou dentro de casa. “Tivemos que arrombar o portão para entrar. Foi a mangueira de água usada por ela, inclusive, que aproveitei para apagar o fogo”, contou Nilson. No quarto do casal, os PMs encontraram marcas de sangue nas paredes, uma faca e um martelo, evidenciando que Zezinho fora golpeado na cama enquanto dormia. Exames feitos no IML (Instituto Médico Legal) confirmaram a existência de 20 golpes na cabeça da vítima. Pensando em se livrar do cadáver, a acusada o teria arrastado até a garagem, numa distância de dez metros, enrolado com cobertas e jogado madeiras por cima antes de despejar quatro litros de álcool e atear fogo com um palito de fósforo. Foi quando moradores de casas próximas se assustaram com as labaredas e chamaram a polícia. AS EVIDÊNCIAS Os PMs encontraram sobre a pia da cozinha os frascos de álcool. Um deles estava sujo de sangue. A mulher disse que havia comprado o produto em um supermercado, na tarde de sexta-feira, para acender a churrasqueira. Para a polícia, a compra antecipada de quatro litros demonstra que ela teria premeditado o crime. “Ela foi sozinha ao estabelecimento e comprou três litros de álcool, luvas e sacos plásticos. Depois, voltou ao local com o marido e comprou mais um litro de álcool, carvão e espetinhos. Acreditamos que sua intenção era tentar disfarçar para dizer que fizeram as compras juntos”, disse o investigador chefe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Mauro César Melo Pereira. Com claros sinais de descontrole, a acusada apresentou contradições em sua versão. Chegou a dizer que havia matado Zezinho devido a uma suposta agressão. Depois, voltou atrás e disse que estava dormindo no sofá e que o autor do crime seria seu ex-namorado. Este foi detido e comprovou estar trabalhando em um curtume durante a madrugada. Mesmo assim, a polícia não descartou a hipótese dela ter recebido ajuda para concretizar o crime. Segundo as autoridades, a mulher, que tinha R$ 300 quando foi presa, teria resolvido dar fim ao companheiro, supostamente por causa de um novo amor. Ela morava com Zezinho havia menos de um ano e não eram casados. Conduzida ao Plantão Policial, foi autuada em flagrante por homicídio qualificado pela delegada Sílvia Mendonça. No fim da tarde, foi recolhida à cadeia de São José da Bela Vista, onde dividirá cela com Aparecida Ferreira Rodrigues, a “viúva-negra”, igualmente presa por matar o marido. Veja fotos exclusivas do bárbaro assassinato no site do Comércio (www.comerciodafranca.com.br).

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