Para Dom Diógenes, segurança é uma ‘necessidade do tempo’


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Para o bispo diocesano de Franca, Dom Diógenes Silva Mathes, a segurança nas e das igrejas representa uma “necessidade do tempo” e “da circunstância”. Dom Diógenes, que se aposenta neste ano por ter atingido 75 anos de idade, disse ao Comércio da Franca, ontem à tarde, pouco antes de se dirigir à Catedral, que “o problema de segurança nas igrejas é muito velho”. Ele lembrou, a propósito, que quando era estudante em São Paulo, de 1954 a 1957, já havia um corpo de segurança que atuava na Catedral da Sé, oferecido pela Prefeitura Municipal. Disse também que esse corpo de segurança era formado por rapazes poliglotas, porque a Catedral da Sé já recebia muitos visitantes de outros países e continentes. O mesmo, entretanto, não acontecia em cidades menores. Tanto que, antes de ser bispo, Dom Diógenes foi titular de paróquias que nunca tiveram guardas. Em Ribeirão Preto e Santa Rita do Passa Quatro, por exemplo. “Aqui em Franca já se falou muitas vezes nessa questão, principalmente em relação à Catedral, que é muito central”, informou Dom Diógenes. Para ele, esta “é uma situação muito triste, dolorosa, mas está sendo uma necessidade”, porque “a situação econômica é precária, circunstancial, e pode levar algumas pessoas a roubar, assaltar, até as igrejas”. Dom Diógenes considera “essa guarda espontânea e necessária para cuidar dos bens da igreja e até da casa paroquial; infelizmente é necessária, assim como muros altos, grades, cercas elétricas nas residências”. “No princípio não era assim”, afirmou o bispo diocesano de Franca. E acrescentou: “Mas agora tem que ser assim, infelizmente”. (Cláudio Amaral)

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