Asfalto e iluminação são pedidos antigos


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Há oito anos, Anselmo Luiz Teodoro, presidente da Associação dos Moradores do Conjunto Habitacional “Franca C”, Residencial “Dr. João Ribeiro Conrado”, tenta por todos os meios ter asfaltada e iluminada a porta de seu prédio, o Bloco 2D da Rua A, número 1351. Apelou primeiro para vereadores francanos, prefeitura, CDHU, depois para deputados paulistas até ser encaminhado pelo deputado Corauci Sobrinho, em 2004, ao procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo. Desde então, tem monitorado os passos dos prefeitos em relação ao assunto. Na segunda-feira, ele se reúne com o promotor de Justiça de Franca, Carlos Henrique Gasparotto. Na pauta da audiência, os problemas com as construções irregulares e a demora do início das obras. “Após a audiência, marcaremos uma reunião com os moradores dos prédios para acertar a situação”, disse Anselmo. O agente comunitário, no entanto, terá dificuldades em conquistar a adesão de todos para a retirada das garagens. Moradores como o Olaerci Batista dos Santos só concordam com a derrubada de suas construções se forem reembolsados. “Posso até concordar, mas vou querer o que gastei de volta”, disse. Olaerci construiu a garagem depois que sua Brasília 78 foi furtada nas dependências do conjunto. “Nunca mais soube dela. Ela valia R$ 4 mil. Agora comprei uma moto e deixo ela dentro da garagem”, disse. Para Roni Gonçalves Faria, outro morador que também construiu garagem no local, as construções foram feitas com todos os mutuários sabendo que um dia poderiam ser destruídas. “Se passar o asfalto aqui dentro e arborizar, melhorar o ambiente e iluminar o local, eu aceito que retirem a minha garagem”, disse.

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