A tragédia se amplia. Vítima do acidente rodoviário ocorrido entre Itirapuã e Capetinga (MG), na noite de terça-feira, Robinson Luiz Kammer, 34, teve a morte cerebral decretada pelos médicos da Santa Casa de Franca ontem. A situação é irreversível.
Ele era passageiro do ônibus da empresa Presidente que se envolveu em colisão com um caminhão e uma carreta. Morador de Leme (SP), Robinson sofreu graves ferimentos generalizados e não resistiu. Ele estava internado em coma no CTI (Centro de Terapia Intensiva) desde o acidente. “A morte cerebral é uma situação irreversível.
As atividades vitais continuam em funcionamento, mas o cérebro pára de trabalhar. É quando se pode retirar órgãos para transplantes”, explicou o neurocirurgião, Marco Aurélio Ubiali. No entanto, segundo a assessoria de imprensa da Santa Casa, a família da vítima decidiu por não doar seus órgãos.
Com a morte de Robinson, subiu para dois o número de vítimas fatais do desastre. O cobrador Paulo César Nascimento, 35, morreu instantes após a tríplice colisão. O motorista do ônibus, Nilson José de Oliveira, 52, encontra-se em recuperação no quarto do hospital.
RODOVIA DA MORTE
O trecho da Rodovia Ronan Rocha em que aconteceu o acidente é de pista simples, sem acostamento e com sinalização precária. Essas adversidades somadas ao tráfego intenso de veículos faz com que acidentes ocorram com freqüência no local. Por ser palco de várias tragédias, a via recebeu o apelido de “rodovia da morte”.
Durante sua última visita a Franca, em outubro passado, o então governador Geraldo Alckmin (PSDB) determinou que fossem realizadas obras de melhoria no referido trecho. “Faremos recapeamento, acostamento, sinalização e manutenção. O nível de atendimento será idêntico ao dos trechos sob concessão da Autovias”. Ao fazer o anúncio, o governador foi abraçado pelo prefeito de Itirapuã, Marcos Henrique Alves (PMDB).
Ontem, antes de saber da possibilidade de que a via receba mesmo os melhoramentos (leia matéria à página A-10), Alves lamentou a morosidade do processo. “Na semana que vem, irei a São Paulo cobrar o governo. A situação não pode continuar como está. A obra não sai do papel. Enquanto a burocracia impede o serviço, vidas estão se perdendo”.
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