A ELITE E O PODER


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O brasileiro deveria se habituar a acompanhar a área política do País. O presidente tem feito um gerenciamento de bom senso, não tem dinheiro, não compra, afinal, gastar o que não tem significa hipotecar o futuro. As pessoas esquecem, mas quando o presidente foi eleito, a taxa de inflação estava em 23% sem correção monetária. Anualmente, perdia-se um quarto do ativo do dinheiro, do poder de compra. A inflação chegou até 32% em abril, a partir de então começou a baixar. O Brasil passou por uma série de desarranjos sociais. Agora, o País está retornando ao mercado internacional. Mas o que irrita os adversários de Lula é o fato de que os governantes chegavam ao poder através de golpes, ou porque eram parte da elite. Lula quebrou essa tradição. Ele não tem bacharelado, não foi professor universitário, sociólogo, nada disso. É simplesmente um homem inteligente, capaz, que se colocou como um negociador de nível internacional. Quanto aos escândalos, sejam eles de esquerda ou direita, devem sim ser investigados, haver punição, não importa qual partido. Mas, sejamos sensatos: rombos e mais rombos estiveram presentes em todos os governos (o escândalo dos precatórios, por exemplo, 1997), tanto que ficou claro que muita sujeira era velha, estava escondida desde a era FHC. Agora, o ex-presidente FHC ainda tem a pretensão de posar de bonzinho, com discursos ambíguos, mas o que almeja é que a elite volte ao poder. Para que possa deitar e rolar. Ana Célia Freitas é educadora e atua na área de Educação Infantil

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