A tática é pressionar até que a prefeitura ceda e aceite repassar 11,38% a título de perdas salariais nos últimos dois anos. Para garantir mais força à reivindicação, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais decidiu ontem em assembléia decretar greve. A paralisação será deflagrada na terça-feira, com uma estratégia de usar a pressão setorizada. Os representantes do sindicato ainda não decidiram qual será o primeiro setor a cruzar os braços. A decisão será protocolada nesta sexta-feira no Ministério do Trabalho.
A opção pela greve é uma tentativa de vencer a administração de Sidnei Rocha (PSDB). Até agora, a prefeitura acenou apenas com um reajuste de 4,13% referente à reposição da inflação. Os servidores não concordaram. De acordo com o presidente do sindicato da categoria, José Nhozinho Sales Ramos, o Paraná, a contraproposta da prefeitura é “uma vergonha”.
Nhozinho afirma que a entidade realizou um estudo de impacto do reajuste nos cofres públicos e a reposição salarial foi considerada adequada. “A prefeitura tem condições de repassar um reajuste de salário ao servidor ainda maior. Ela tem condições de chegar até os 16%”, afirmou.
De acordo com José Nhozinho, a falta de diálogo do prefeito para com a entidade também tem atrapalhado as negociações. “Ele ofereceu isso (4,13%) e pronto. Não senta para discutir, não quer dialogar. Nós entendemos que podemos ter um reajuste mais justo. Portanto, decidimos pela greve”, afirmou.
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