O acidente de Lucas aconteceu há mais de 10 dias. Desde então, a casa do garoto só recebeu a visita de assistentes sociais da prefeitura, que providenciaram o pagamento das contas de água e energia elétrica. Como só Lucas trabalhava, a família precisa de ajuda para comprar alimentos e remédios.
Apesar da revolta da mãe do garoto, Lázara Sueli Alves, que se sente abandonada pela prefeitura, as necessidades chegaram ao conhecimento da administração municipal. Duas secretarias municipais foram incumbidas de acompanhá-lo. Primeiro, a Secretaria de Ação Social e Desenvolvimento Humano visitou a família e providenciou a doação de uma cesta básica, de lençóis e o pagamento das contas de energia e água. Ontem, quando a reportagem do Comércio visitou Lucas e sua mãe, eles pediam por um botijão de gás e mistura para o almoço. O rapaz também não tinha alimento que pudesse ser ingerido. Desde o acidente, ele tem dificuldades para comer e conversar; além disso, ferimentos em sua boca estão infeccionados. “A boca dele não tem coordenação e está com mau cheiro. Ele fica babando direto e precisa de uma toalhinha para limpar”, disse a mãe.
Segundo Dalva Deodato Tavares, diretora da rede de assistência da prefeitura, o acompanhamento da Secretaria de Ação Social e Desenvolvimento Humano ocorrerá até que a vítima tenha condições de voltar ao trabalho. “Enquanto isso, ficamos responsáveis sobre as questões sociais”, disse, mas ponderou: “Estamos acompanhando, mas algumas coisas são burocráticas e podem demorar até dois dias”.
Na Secretaria de Saúde, a assistente social identificada como Renata confirmou ter estado na casa de Lucas e preparado um relatório com destino ao gabinete do prefeito. Renata não quis entrar em mais detalhes, mas afirmou que todas as necessidades da família serão avaliadas. Só não disse quando.
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