Vítima de buraco precisa de apoio


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Lázara Sueli acaricia o filho Lucas Alves Rodrigues, que caiu de bicicleta num buraco na Avenida São Vicente no dia 25 de março. Todo machucado, está impossibilitado de trabalhar e a família passa por necessidade
Lázara Sueli acaricia o filho Lucas Alves Rodrigues, que caiu de bicicleta num buraco na Avenida São Vicente no dia 25 de março. Todo machucado, está impossibilitado de trabalhar e a família passa por necessidade
Deitado em um colchão na sala de TV, Lucas Alves Rodrigues, 16, lembra com detalhes do acidente que o deixou com o rosto e o corpo todo machucados. Na noite do dia 25 de março ele descia de bicicleta a Avenida São Vicente e caiu num dos vários buracos existentes no asfalto da via. No cano da bicicleta ele carregava o amigo Rogério dos Santos Alves. Os dois ficaram feridos, mas Lucas foi quem mais sofreu. Uma foto de seu rosto que mostrava a gravidade dos ferimentos foi publicada na edição do Comércio do dia 30 de março e indignou leitores. O aspecto, realmente, era assustador. Ele raspou o rosto no asfalto e teve sérios ferimentos. Hoje ele está melhor, mas longe da recuperação completa e impossibilitado de trabalhar. Arrimo de família, o jovem trabalhava como pintor e ganhava R$ 40 por dia (cerca de R$ 700 ao mês). Agora, depende de ajuda para comprar os medicamentos e a alimentação, em especial sucos, leite e frutas para vitamina. Somente uma pomada que ele precisa passar no rosto duas vezes ao dia custa mais de R$ 20. “Não tenho dinheiro nem para comprar o álcool para desinfetar a toalha que ele usa sobre o machucado”, disse a mãe. Sua mãe, Lázara Sueli Alves, ainda está abalada com o acontecido e chora ao ver a foto do filho na identidade; documento que ela mostrou para que a reportagem pudesse ver como era seu rosto antes do acidente. “Ele está sofrendo muito. Tinha o rosto lindo e agora não sei como vai ficar... Preciso que um dentista dê uma olhada na boca dele, tem uma carne exposta e a raiz de um dente está solta”, disse, preocupada. Em razão da queda, o rapaz teve um corte profundo na orelha e vários dentes se quebraram. Segundo Lázara, que não parava de acariciar a fotografia do filho enquanto conversava com a reportagem na manhã de ontem, o jovem chora o tempo todo reclamando de dor. “Ele tem dificuldade para comer, conversar e dormir. Só consegue comer macarrão instantâneo, suco e leite, mas não temos frutas nem leite”, disse a mãe do garoto. Desde o acidente, a família, que mora na Rua Romão Campos, na Vila Santa Rita, esperava por auxílio da prefeitura. De fato, duas assistentes sociais, uma da Secretaria de Ação Social e Desenvolvimento Humano e outra da Secretaria da Saúde, visitaram a família. Mas de efetivo, fizeram pouco. “Elas fizeram perguntas, algumas anotações e a primeira conseguiu pagar a minha conta de energia e água, além de doarem uma cesta básica. Mas ainda há muito a ser feito”, disse Lázara, que se revolta com o que considera pouco caso. “Meu filho foi tratado como um porco pela prefeitura; se a gente for depender deles para alguma coisa, vamos morrer de fome”. Procuradas na tarde de ontem, as duas secretarias garantiram que farão acompanhamento emergencial e atenderão todas as necessidades da família e da vítima (veja matéria nesta página). Enquanto isso, a única alternativa para a família é ter paciência. Ontem as quatro pessoas (Lucas tem mais uma irmã e uma sobrinha) não tinham nem o que comer. Para Lázara Sueli, a prefeitura tem que ser responsabilizada de alguma forma. Por essa razão, disse que vai processar a administração. “Quero processar a prefeitura não para defender só o meu filho, mas toda a população de Franca. Se nada for feito, outros acidentes podem acontecer. Minha intenção não é receber dinheiro em cima deles, só quero o que é de direito dele”. SERVIÇOS Quem quiser ajudar a família pode enviar frutas, leite, macarrão, sucos, produtos de limpeza, roupas de cama para Rua Romão Campos, 1760, na Vila Santa Rita.

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